O Clube de Filatelia “O Ilhéu” da Escola Secundária Manuel de Arriaga (ESMA) celebrou, na passada segunda-feira, 25 anos de atividade ininterrupta. Um trabalho desenvolvido pelo Prof. Carlos Lobão que, nesta sessão solene realizada no auditório António Duarte, começou por lembrar o facto de o “homem ser por natureza um colecionador” e que um selo, “este pequeno pedaço de papel” e todas as formas de colecionismo dele decorrentes, “escrevem em todas as línguas as maravilhas do homem e da natureza, constituindo-se assim a filatelia como o maior museu do mundo”.
Tendo sido criado em 10 de novembro de 1993 na antiga escola secundária da Horta, o clube de filatelia “O Ilhéu”, com um trabalho caraterizado pela sua qualidade e abrangência, tem ganho muitos admiradores.
Para Carlos Lobão este clube de filatelia como clube escolar, com uma função específica que é a sua razão de ser “tem contribuído para fornecer aos seus membros através de diferentes atividades um conjunto de referências que os ajudem a tomar consciência do lugar e do tempo que lhes pertence, porque o clube nunca constituiu uma ilha isolada”.
“O Ilhéu é o resultado de um encontro de interesses de professores e de alunos, um local privilegiado de convívio e de cultura que se tem mantido graças às boas vontades da escola, das autarquias, do governo, da Federação Portuguesa de Filatelia, de muitos funcionários e da carolice daqueles que lhe têm dado vida ao longo destes 25 anos”, frisou o docente da Escola Secundária.
Relembrou, ainda, que apesar das dificuldades, o clube conseguiu emitir 50 carimbos, 26 selos e publicar inúmeros livros, entre eles “O ano do Vulcão”.
Interveio, depois, o Presidente do Conselho Executivo da ESMA, Pedro Medeiros, que considerou estar-se a celebrar 25 anos de um projeto que é intergeracional, que representam muita persistência e muitas dificuldades ultrapassadas.
“25 anos alcançados hoje são um sinal para os nossos alunos de que a persistência faz sentido, a persistência permite-nos alcançar resultados”, salientou Pedro Medeiros, recordando que este é um projeto que desde o seu inicio “envolveu alunos, professores, entidades externas à escola, nomeadamente os CTT”.
De seguida a Presidente da Assembleia de Escola, Maria do Céu Brito, que usou da palavra para destacar que “a escola é mais que um espaço físico, é um espaço de construção de conhecimento, é um espaço de desenvolvimento de projetos e de concretização de sonhos”.
De acordo com Maria do Céu Brito, a escola deve proporcionar viagens de maturação intelectual, da cidadania, de partilha de experiências e de cultura.
Interveio, ainda, o Vice-Presidente da Câmara Municipal da Horta, Luís Botelho, que destacou o facto de “serem 25 anos de divulgação do património cultural e imaterial do concelho da Horta”.
Por último, foi entregue ao clube uma placa de homenagem prestada pela Federação Portuguesa de Filatelia.