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08
fevereiro

Página Mensal da Delegação Regional da Ordem dos Psicólogos Portugueses

Escrito por  OPP
Publicado em Local

Ética profissional ou falta dela?

Este mês fomos confrontados com notícias nacionais e regionais que nos fazem refletir sobre questões éticas, que consideramos incontornáveis, relacionadas com o exercício profissional.
No que se refere ao exercício da Psicologia, a Ordem dos Psicólogos Portugueses através do seu Código Deontológico define um conjunto de princípios gerais promotores de serviços de elevada qualidade técnica e científica, no respeito pelos deveres e direitos das pessoas envolvidas. Estes princípios servem, assim, de guias para a tomada de decisão e enunciam os valores que inspiram uma atuação centrada nos ideais de intervenção psicológica.
Face à reportagem e debate da TVI, questiono-me se princípios como a responsabilidade ou a beneficência e não-maleficência orientaram o comportamento do psicólogo. Será que houve consciência das consequências que o seu trabalho pode ter junto das pessoas, da profissão e da comunidade? O interesse do cliente foi tido como referência?
Numa atividade ao serviço do bem-estar da pessoa humana este constitui um dever central, daí preocuparmo-nos com todas as intervenções públicas que possam comprometer a promoção do bem-estar físico, psíquico e social das pessoas ou das comunidades.

Maria Luz Melo

 

O Psicólogo na escola – intervenção educativa

O serviço de psicologia e orientação na escola é um serviço especializado de apoio educativo, que “promove a existência de condições que assegurem a plena integração escolar dos alunos, devendo conjugar a sua atividade com as estruturas de orientação educativa”. Compete a este serviço “a) promover a orientação e o aconselhamento vocacional dos alunos, mantendo documentação atualizada …; b) apoiar o desenvolvimento de métodos e hábitos de estudo, promovendo o autoconhecimento dos alunos, nomeadamente ao nível das suas competências e da exigência que a realização de tarefas coloca, dos objetivos que pretende alcançar e do conhecimento de procedimentos para a execução da estratégia; c) realizar ações de apoio psicopedagógico, nomeadamente na deteção precoce de fatores de risco educativo e na operacionalização de medidas preventivas; d) conduzir a avaliação psicológica dos alunos e a avaliação especializada para efeitos de despiste e determinação da existência de necessidades educativas especiais; e) colaborar com o núcleo de educação especial no despiste, avaliação e acompanhamento dos alunos com necessidades educativas especiais; f) apoiar a unidade orgânica e a comunidade educativa em matérias de psicologia e de orientação vocacional; g) colaborar com os restantes órgãos, estruturas e serviços da unidade orgânica em matérias de natureza psicopedagógica e de orientação vocacional; h) exercer outras funções que por lei … sejam atribuídas” (cf. Decreto Legislativo Regional n.º 13/2013/A, de 30 de agosto, Decreto-Lei n.º 190/91, de 17 de maio).
Na Escola Básica e Secun-dária das Flores, integro o Serviço de Psicologia e Orientação, na função de Técnica superior de psicologia, e tenho como principais objetivos: colaborar com o Núcleo de Educação Especial no despiste, avaliação e acompanhamento dos alunos com necessidades educativas especiais; realizar avaliação psicológica de alunos para despiste e determinação de necessidades educativas especiais – atividades que ocupam a maioria do tempo de trabalho. Também procuro desenvolver atividades de prevenção de comportamentos de risco em articulação com profissionais de saúde e de serviço social; promover orientação e aconselhamento de carreira, com incidência maior nos alunos do 9.º ano de escolaridade e do ensino secundário; e divulgar informação para a carreira, abrangendo toda a comunidade educativa, através da utilização de espaços físicos informativos (gabinete e placard do Serviço na Escola), do site da Escola (ebsflores.pt.vu) e do Facebook deste Serviço (facebook.com/EBSF-SPO-176252046149770). Outra atividade que assume especial destaque e que posso considerar indispensável no meu papel como Psicóloga é a “Consulta da família”, que é transversal a todo o exercício profissional, e aplicada por múltiplas fontes de sinalização, que está além da ficha de inscrição. Destina-se a crianças da educação pré-escolar e alunos dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário, pais, encarregados de educação e/ou outros familiares ou intervenientes. Pretende identificar o problema da família em consulta, do âmbito educativo ou outro apresentado pela família; analisar com os intervenientes o problema e contextualizá-lo, permitindo que a família considere outras perspetivas; identificar soluções com a família para o problema; e encaminhar para outros serviços, em função das necessidades identificadas pela família.
No contexto escolar, considero que a comunicação e articulação com todos os profissionais da Escola – Assistentes operacionais, Assistentes técnicos, e Docentes, e comunidade educativa florentina é fundamental para o desempenho do meu papel profissional, assim como com os serviços envolvidos na missão da Escola. E realço em pé de igualdade a necessidade de informação, e formação contínua com base no conhecimento científico, atribuindo à ação da Ordem dos Psicólogos um merecido reconhecimento no que ao desenvolvimento da carreira dos Psicólogos diz respeito.

 

Carina Vasconcelos
Perfil
Carina Vasconcelos é natural da Ilha das Flores. Licenciou-se em Psicologia (pré processo de Bolonha), na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, da Universidade de Lisboa, em 2006. Iniciou a sua atividade profissional no ano de 2007 na Escola Básica e Secundária das Flores, com o estágio profissional ao abrigo do Estagiar L, do Governo Regional da Região Autónoma dos Açores. Desempenha desde 2007 funções, como Técnica superior de Psicologia, na mesma unidade orgânica.

 

Acontecerá

Curso Psicólogo Júnior

A 4 de fevereiro iniciar-se-á mais uma edição do Curso de Formação Inicial Psicólogo Júnior, em regime b-learning. As sessões presenciais decorrerão em Ponta Delgada e destina-se aos membros estagiários da OPP.

 

Aconteceu

Representações DRA

A 9 de janeiro, a DRA participou nas comemorações do aniversário da Uac. A 19 esteve presente na I Conferência Internacional Suicídio na Adolescência, promovida pela CASA, e a 21 participou na Conferência Health Behaviour in School at Children, na NONAGON.

 

Seminário INPALIN?

A 25 de janeiro, a DRA marcou presença no Seminário INPALIN Açores: Integração de Cuidados Paliativos e Inten-sivos, uma iniciativa do HDES. A presidente da DRA, Luz Melo, reforçou o contributo da OPP no Cine-Debate Medidas Extremas.

Carina Vasconcelos

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