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13
janeiro

DOP – um ano depois o que mudou

Escrito por  Texto e Fotos Maria José Silva
Publicado em Reportagem

Foram precisos 34 anos para que o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores tivesse instalações condignas.

Era uma aspiração de há largos anos para melhorar as condições para investigação na área da Oceanografia e Pescas e o estudo dos recursos marinhos portugueses.
Um ano depois Tribuna das Ilha esteve à conversa com o Director do DOP, Ricardo Serrão Santos, para tentar perceber o que mudou e quais são as fragilidades daquele pólo da Academia Açoriana que tem projectado o Faial e os Açores aquém e além mar.
Um ano depois, “o sentimento geral é que foi uma mudança muito positiva traduzida numa melhora qualidade do trabalho e do ambiente. As pessoas sentem-se melhor do que antes. Infelizmente ainda não conseguimos mudar toda a gente porque  o espaço não foi suficiente. Começámos agora em Janeiro a adaptar um dos módulos previstos para a chamada “segunda fase”.Em breve estaremos a funcionar em pleno, isto é albergando neste edifício todos os estudantes, técnicos e investigadores que nesta fase tiveram ainda de ficar nas antigas instalações” – começou por dizer o Director do DOP.
 
Ricardo Serrão Santos está no DOP desde 1982. Conhece bem os cantos à casa. 
 
Criado em 1976, o pólo da Horta da Universidade dos Açores debateu-se, inicialmente, com falta de projectos. É importante sublinhar que surgiu no âmbito do então Instituto Universitário dos Açores e desde essa altura que tem sede no Faial.
Desde a sua fundação, como nos afirma Ricardo Santos, “o DOP assumiu como lema contribuir para o conhecimento científico, a conservação da vida marinha e o uso sustentável do Oceano Atlântico nos Açores. Este lema tem sido partilhado com as sucessivas gerações de investigadores e estudantes das ciências do mar que aqui têm trabalhado e estudado”.
Aos poucos, e apesar de funcionar em instalações sem condições ideais, foi-se afirmando no panorama da investigação internacional relacionada com o mar.
No porto da Horta, o DOP começou por se instalar em balneários públicos e, depois, em pré-fabricados.
É nesse espaço que funciona também o Laboratório Internacional de Ecossistemas do Oceano Profundo (LabHorta) e o Coral Lab, o único em Portugal que estuda os corais de profundidade. É também nesse espaço, encostado ao Monte Queimado que são ministradas as aulas do curso de Operador Marítimo-turístico.
Os cientistas do DOP, da Universidade dos Açores, estão entre os mais reconhecidos do mundo, graças aos projectos que têm desenvolvido nas áreas da Ecologia Marinha e Biodiversidade, Oceanografia Física e Biológica, Biologia, Ecologia e Avaliação dos Recursos Haliêuticos Pelágicos, Demersais e de Profundidade.
Em 2007, a revista Research@Europe, editada pela Comissão Europeia, selecionou o DOP para grupo de nove instituições que individualizou como, no dizer do artigo, instituições que orgulham a Europa.
O DOP é composto por um pequeno quadro permanente constituído por 10 doutorados e cerca de 15 outros funcionários, envolvendo pessoal técnico e administrativo, perfazendo um total de 25 pessoas.
Este número representa menos do que um quarto do pessoal que está efectivamente envolvido nas actividades de investigação e desenvolvimento do DOP.
A equipa, de acordo com Serrão Santos, inclui 26 doutorados de diferentes nacionalidades e cerca de 20 doutorandos também de diferentes nacionalidades. Para além destes, o DOP tem ao seu serviço diversos técnicos graduados e não graduados, pessoal de navios e outro pessoal administrativo, num total de 110 pessoas.
Ricardo Serrão Santos está no Departamento desde 1982. Quase 30 anos na instituição que classifica de muito bons. “A questão da docência foi sempre o nosso Calcanhar de Aquiles, basicamente porque ao longo dos anos os diferentes de modelo de financiamento das universidades estiveram sempre relacionados com o número de alunos de licenciatura de base. Houve uma opção política pela tripolaridade na Região Autónoma dos Açores e, mediante as competências e valências que foram atribuídas à Horta começámos a construir o corpo docente e de funcionários. Tenho consciência de que temos dado o nosso melhor em todo este percurso e que temos tido resultados positivos. Os estudos pluridisciplinares das fontes hidrotermais profundas e dos montes submarinos, da ecologia dos ambientes costeiros, da eco-toxicologia e da biologia molecular foram alguns dos que nos deram grande projecção”.
 
Leia a reportagem na íntegra na nossa edição impressa que está nas bancas amanhã, sexta-feira, dia 14 de Janeiro de 2011. 
 
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