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18
março

MÃOS TALENTOSAS

Escrito por  Marla Pinheiro/fotos: SG; MP; MJS
Publicado em Reportagem
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Amanhã, dia 19 de Março, assinala-se o Dia Mundial do Artesão, data escolhida por ser o Dia de São José, patrono dos carpinteiros. 

Até à Revolução Industrial, no século XIX, a produção era essencialmente artesanal. Os objectos eram feitos apenas com o auxílio das mãos e de alguns instrumentos rudimentares. Com o advento das máquinas e a revolução da indústria, o artesanato passou a ser, verdadeiramente, uma arte, dependente da sabedoria, da paciência e do gosto dos artesãos; artistas de mãos talentosas, que são cada vez mais raros e, em algumas valências do artesanato actual, tendem mesmo a desaparecer sem sucessores, o que vaticina o desaparecimento de algumas técnicas.

Tribuna das Ilhas esteve à conversa com alguns artesãos que, de diferentes maneiras, utilizam as suas experientes mãos para trabalhos que correm o risco de desaparecer.

Lúcia Sousa tem 75 anos e faz bordado a palha sobre tule desde os 13. Aprendeu a bordar porque naquela altura era preciso "ganhar algum troco", como explica. Mas o gosto ficou e hoje, apesar dos olhos cansados, continua a fazê-lo. Já ganhou vários prémios e passou por várias feiras de artesanato em Portugal e no estrangeiro. Um dos véus utilizados pela rainha Sofia de Espanha foi bordado por Lúcia.

John van Opstal nasceu em Roterdão, na Holanda. Tem 72 anos, e está no Faial há quase 25. É um dos poucos artesãos de scrimshaw que actualmente se conhecem. Pintor e ilustrador, descobriu a arte de gravar a tinta da china sobre o marfim dos dentes da baleia quando veio viver para o Faial, e apaixonou-se. Hoje, preocupa-o a escassez da matéria-prima, que pode comprometer a continuidade desta arte.

À entrada do Mercado Municipal, a Sapataria Mascote é já uma referência daquele espaço, onde se instalou há cerca de quatro anos, e da cidade da Horta. A loja não se queixa de falta de movimento; a porta sempre aberta para receber os clientes, ou simplesmente uma ou outra visita, para trocar dois dedos de conversa com o sapateiro, sempre pronto para tagarelar. João Dias conta que "aparecem muitos curiosos, mas ninguém que queira aprender" verdadeiramente o trabalho. Tem pena que a profissão de sapateiro esteja em vias de extinção.

Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 18.03.2011, ou subscreva a assinatura digital do seu semanário.

 

 

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