Num mundo que se transformou numa verdadeira “aldeia global”, a notícia de um acidente de comboio na China chega mais rapidamente à nossa sala do que a notícia de algo que aconteceu do outro lado da rua. A informação é imediata e vertiginosa, na era do apogeu da televisão e da Internet. Neste mundo, que espaço poderão ocupar os pequenos jornais locais?
A “crise do papel” fez com que os grandes jornais de distribuição nacional apostassem nas edições online para não perder o comboio da evolução. Na Região a situação é semelhante, e cada vez mais os leitores trocam o papel de jornal pelo ecrã do computador. Discute-se se o papel terá ou não os dias contados, e as opiniões variam, mas o que ninguém contesta é o facto de que estar online é melhor do que estar offline.
Nos pequenos mercados das ilhas de menor dimensão, os jornais somam à necessidade de acompanhar as mudanças nos suportes as dificuldades no que à publicidade diz respeito. Das poucas empresas que subsistem nas ilhas pequenas, apenas algumas estão cientes da importância da publicidade para a actividade empresarial. Neste cenário, é impossível aos jornais subsistirem apenas da publicidade privada, e a publicidade institucional, principalmente a de índole governamental, assume uma importância mais vital do que seria desejável.
Em pleno ano de crise, 2012 prevê-se de grandes tempestades para a sociedade açoriana, a par do que acontece no resto do país. Os jornais locais irão certamente sentir de forma especial os balanços do barco, prevendo-se quebras nas receitas publicitárias.
Na semana em que assinala a sua 500.ª edição, Tribuna das Ilhas recordou os momentos que marcaram o nascimento deste semanário e falou com os directores de várias publicações do Faial e do Pico sobre as dificuldades e os desafios dos jornais locais destas ilhas.
