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01
julho

25 anos de voos Lisboa-Horta-Lisboa

Escrito por  Fernando Melo/FOTO DR
Publicado em Local

A primeira ilha dos Açores a beneficiar de ligações aéreas regulares com a capital portuguesa foi o Faial, entre 1939 e 1945, com os voos comerciais da Pan American que faziam escala na baía da Horta – ponto de apoio na travessia do Atlântico que, nesse dealbar da era da aviação, passou a unir o velho ao novo mundo.

E haviam de passar quatro décadas para que os faialenses e os açorianos radicados nesta parte mais ocidental do arquipélago pudessem usufruir de viagens directas com Lisboa, sem as incomodidades da passagem e quantas vezes da pernoita na Terceira, São Miguel ou Santa Maria.

Depois de uma persistente luta das forças vivas locais por esse importante benefício que, paralelamente, também abriria perspectivas a um turismo ainda incipiente, a TAP elaborou um estudo económico da pretensão – era então presidente do Conselho de Administração Gomes Mota – e foi então lançada a linha Lisboa-Horta-Lisboa, cujo primeiro voo se realizou no dia 04 de Julho de 1985, por sinal uma quinta-feira, dia de aniversário da cidade da Horta. Um voo sob a responsabilidade do Comandante Egídio Lopes, num “Boeing- 737-200”, então considerado o avião adequado para a operação na pista faialense.

A frequência da nova ligação entre Lisboa e a Horta foi inicialmente de um voo por semana, mas no ano seguinte (1986) foi introduzido o segundo voo e em 1987 o terceiro na época de Verão. E o movimento de passageiros na linha do Faial continuou a acentuar-se, por influência, ao que se julga, do aumento da capacidade hoteleira da ilha, o que levou a transportadora a ter de realizar, no início da década de 90, três voos semanais no período de Inverno e cinco por semana nos meses de Verão. Este crescimento do número de utentes da linha Lisboa-Horta-Lisboa continuou ainda a partir do ano 2000 e até hoje, tendo-se fixado na presente década em 5 voos semanais na época baixa, um voo diário a partir de Junho e dois voos por dia em Julho e Agosto. Isto, para além de um bom número de voos extraordinários de reforço, no período do Natal e Ano Novo, na Páscoa e na Semana do Mar (Agosto).

Mas a expressão dos números ainda é maior quando, feitas as contas, se sabe que na linha da TAP Lisboa-Horta-Lisboa foram transportados, nos 25 anos, agora completos, de operação da companhia aérea, um milhão cento e setenta e dois mil passageiros, além de muitos e muitos milhares de toneladas de carga e correio.

 

 Voto de Congratulação e Medalha de Ouro

A assinalar a marca dos 25 anos das viagens aéreas directas entre Lisboa e a cidade faialense, a Assembleia Municipal da Horta, em reunião do passado dia 28 de Junho, aprovou, por unanimidade, um voto de congratulação, apresentado pelo grupo de deputados do PSD, no qual se destaca a extraordinária importância que tiveram as ligações, há 25 anos, estabelecidas pela TAP entre a capital portuguesa e o Faial, a bem do progresso da ilha e benefício da sua população, salientando ainda o esforço da companhia no sentido da operacionalidade da rota e da prestação de um serviço que é apreciado pela comunidade local.

Por seu turno a Câmara Municipal da Horta, no âmbito das distinções que habitualmente são atribuídas a personalidades e instituições na sessão solene do aniversário da cidade, vai agraciar a TAP Portugal, na noite do próximo domingo, com uma medalha dourada de mérito municipal, pelos serviços prestados à terra faialense.

 

Directora de Vendas Portugal da TAP, sensibilizada…

 

Num contacto telefónico que estabelecemos com a TAP, a Directora de Vendas Portugal exteriorizou a sua satisfação pelas manifestações de apreço e simpatia das autoridades da Horta a propósito da passagem dos 25 anos dos voos entre Lisboa e o Faial. “Ficámos efectivamente muito sensibilizados, com o reconhecimento, pelos faialenses, dos serviços prestados, o que não é vulgar nos tempos que correm “ – disse-nos Paula Canada.

Interrogada sobre as consequências da grande crise que o país e o mundo atravessam, aquela responsável da transportadora nacional referiu que “as linhas comerciais da TAP sofreram realmente na sua globalidade os efeitos dessa crise com a diminuição do número de passageiros e as rotas dos Açores não fugiram a tal situação”. No entanto acrescentou que por agora já há alguns sinais positivos nesta área do transporte aéreo, particularmente no que se refere à transportadora portuguesa.

Relativamente ao crescimento da linha da Horta e considerando que esse crescimento foi significativo nestes 25 anos de operação da TAP, Paula Canada assegurou que a companhia estará sempre atenta às alterações que se verifiquem quanto às necessidades da procura, no sentido de fazer as correcções necessárias. 

 

 

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