
A Fábrica da Baleia comemora no próximo dia 29 de Agosto o seu 67.º aniversário.
Numa organização do Observatório do Mar dos Açores e do Parque de Ilha do Faial estão previstas diversas iniciativas para comemorar a passagem do 67º Aniversário da Fábrica da Baleia de Porto Pim (1943-2010).
Este ano o “Dia da Fábrica” arranca com o concerto dos BANDARRA, à meia-noite de Sábado para Domingo, e encerra com a Inauguração da Exposição e entrega dos Prémios do concurso multi-Artes PortoPimtado, às 21:30.
Durante este dia a entrada na Fábrica da Baleia é gratuita, sendo o horário de abertura ao público alargado, coincidindo com os eventos a realizar.
A Fábrica da Baleia é um complexo industrial ligado à indústria de transformação de cachalote que se praticou durante cerca de 40 anos no Faial e em outras ilhas da região.
O complexo insere-se na Paisagem Protegida do Monte da Guia. Começou a laborar em 1943, em plena 2ª Guerra Mundial. A sua proprietária era a SIMAL – Sociedade Industrial Marítima Açoriana, Lda que tinha como objectivo a exploração da indústria do aproveitamento integral de cetáceos e comércio dos seus produtos. Era uma estrutura moderna para a época, com os seus maquinismos automatizados, processando, durante os 30 anos de trabalho, 1940 cachalotes e cerca de 44 mil bidões de óleo de baleia.
Em
Corria o ano de 2000 quando foi renovada e passou a ser utilizada como um espaço cultural, educacional e institucional, denominado por Centro do Mar.
Desde
A exposição permanente da Fábrica da Baleia apresenta um conjunto de maquinismos, de reconhecidas marcas europeias, usado para o aproveitamento integral do cachalote.
O núcleo museológico tem como objectivos principais desenvolver estudos e produzir edições, debates e exposições sobre a história da baleação nos Açores, em particular no Faial e preservar e valorizar o património existente.
Actualmente o núcleo tem também em curso um projecto de recuperação, preservação, inventariação do património baleeiro faialense, pertencente à empresa Reis e Martins, Lda. Este projecto, foi impulsionado por um dos herdeiros deste espólio, Tomás Duarte, que entendeu a importância da sua salvaguardar.
O espólio inclui espaços, equipamentos e o arquivo documental das antigas armações baleeiras faialenses e das empresas ligadas à indústria e comércio de produtos derivados da baleia que operaram na ilha.
Pretende-se, preservar um património que é testemunho da história da região, facilitar e permitir o estudo da baleação no Faial e contribuir para aprofundar o conhecimento histórico e económico da indústria baleeira na região.