.jpg)
No âmbito da campanha eleitoral para as eleições legislativas de 5 de Junho, Paulo Estevão, presidente da Comissão Política Nacional do Partido e cabeça-de-lista, pelo círculo eleitoral dos Açores, visitou na manhã de ontem, o Mercado da Horta, com o objectivo de valorizar os produtos agrícolas portugueses e incentivar a população a consumir a produção nacional, pois no seu entender, só assim, será possível “aumentar o rendimento dos produtores nacionais, a oferta de emprego, equilibrar a balança comercial de Portugal e diminuir a dependência alimentar do país em relação ao exterior”.
.jpg)
Contrariamente ao slogan “o que é nacional é bom”, Paulo Estevão no decorrer desta visita deparou-se com as queixas dos empresários daquele espaço comercial, que protestam a falta de condições daquele espaço em vender os seus produtos e a falta de acessibilidades nomeadamente a falta de estacionamento.
.jpg)
Em declarações à comunicação Social no final desta visita, o Cabeça de Lista Monárquico, mostrou-se insatisfeito com o “desleixo e abandono” que encontrou naquele espaço comercial afirmando que “a ideia desta visita ao mercado era sensibilizar a população e os açorianos a consumirem a produção que é nossa, mas as condições que lhes são oferecidas para poderem trabalhar, para poderem vender os seus produtos, são miseráveis”.
.jpg)
Para Paulo estevão a falta de condições para a venda e de acessibilidades afastam as pessoas do mercado municipal e consequentemente “faz com os próprios produtores locais não consigam vender os seus produtos.”
“O mercado Municipal da Horta está completamente decadente e descuidado, não há aqui nenhuma intervenção significativa da Câmara Municipal e as valências do mercado estão a diminuir cada vez mais. Um mercado para funcionar e responder às necessidades da população tem de ser um mercado diversificado com produtos locais, que possibilite às pessoas adquirir um variado número de produtos e, neste sentido, as condições deste mercado são de facto muito degradantes” reforçou o presidente da Comissão Política Nacional do PPM.
Numa análise da situação económica actual do país em relação à produção e consumo dos produtos nacionais, o cabeça de lista refere que “os números são desoladores”.
“Portugal apenas produz 27% dos produtos alimentares que necessita” salienta com preocupação o candidato acrescentando que “o preço dos produtos nos mercados internacionais está a subir muito significativamente devido ao aumento do consumo nos mercados internacionais da China e da Índia” que faz, no seu entender, com que haja carência de produtos nalgumas áreas, “dentro de um período de
O candidato não se conforma e refere mesmo, que “perante esta conjuntura é incompreensível perceber como é que não se criam condições para que as pessoas possam produzir e apostar na diversificação agrícola e no apoio aos agricultores neste género de produções, numa altura Portugal tem uma balança muito deficitária em termos alimentares quando tem solos com potencialidades que pode explorar isto é incompreensível, estarmos tão dependentes dos mercados internacionais.”
Para Estevão “é preciso direccionar a política regional no sentido de reorganizar a produção, através do apoio às produções locais de forma a impedir o desaparecimento deste tipo de produtos”, pois na sua opinião, “se o país quer recuperar, se a região quer recuperar e se queremos sair desta situação temos de deixar de ter défice em todos os sectores do mercado e os produtos alimentares é um deles”.
Para o líder muito se tem chamado a atenção para a necessidade de diversificar o sector agrícola mas pouco ou nada tem sido feito por parte das autoridades regionais e nacionais. Todos têm chamado a atenção para necessidade de diversificar o sector, mas não é feito nada por parte das autoridades regionais e neste caso do mercado local há muito desleixo e muita incompetência por parte das autoridades municipais.