9,6 milhões de portugueses foram chamados às urnas no dia de hoje.
As urnas fecharam há poucos momentos nos Açores e as primeiras projecções dão uma vitória a Pedro Passos Coelho.
Em teoria o PSD pode chegar à maioria absoluta.
De acordo com a Direcção-Geral da Administração Interna (DGAI), estão habilitados a exercer o seu direito de voto 9.626.305 cidadãos.
Nestas eleições para a Assembleia da República, dezassete forças políticas apresentaram listas, mas apenas nove partidos e uma coligação concorrem a todos os círculos eleitorais.
Além das cinco forças políticas com representação parlamentar - PS, PSD, CDS-PP, BE e CDU (coligação PCP e PEV) -, concorrem ao sufrágio PCTP-MRPP, Movimento Esperança Portugal (MEP), Movimento Partido da Terra (MPT), Partido Popular Monárquico (PPM), Partido Nacional Renovador (PNR), Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN), Partido Trabalhista Português (PTP), Portugal Pró-Vida (PPV), Partido Democrático do Atlântico (PDA), Partido Nova Democracia (PND), Partido Humanista (PH) e o Partido Operário da Unidade Socialista (POUS).
A 15 de Junho serão contados os votos dos círculos da Europa e Fora da Europa, que elegem quatro deputados.
Para obter uma maioria absoluta, um partido ou uma coligação precisam de somar 116 deputados.
O PS venceu as últimas eleições legislativas, em 2009, com 36,56 por cento dos votos (97 deputados), mas perdeu a maioria absoluta alcançada quatro anos antes. O PSD obteve 29,11 por cento (81 deputados), o CDS-PP 10,43 (21), o Bloco de Esquerda 9,81 (16) e a CDU 7,86 (15). A abstenção foi de 40,32 por cento.
Segundo a Constituição da República Portuguesa, «o primeiro-ministro é nomeado pelo Presidente da República, ouvidos os partidos representados na Assembleia da República e tendo em conta os resultados eleitorais».