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15
junho

Jardins Botânicos reunidos no Faial para reflectir problemática das invasoras

Escrito por  Marla Pinheiro/fotos: Susana Garcia
Publicado em Local
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Em 2011 o Jardim Botânico do Faial comemora 25 anos de existência. Para assinalar a data, realiza-se na Horta o XI Simpósio da Associação Ibero-Macaronésica de Jardins Botânicos, que se iniciou hoje, prolongando-se até domingo. Em debate está o contributo dos Jardins Botânicos para a recuperação de paisagens degradadas por espécies invasoras. A sessão de abertura do simpósio decorreu na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, na Horta, na manhã de hoje.

 

Neste simpósio estão presentes representantes de 12 Jardins Botânicos. Vieram de Portugal Continental, da Madeira, de Espanha, das Canárias e até do Missouri, nos Estados Unidos, para discutir no Faial o problema das plantas invasoras.

Na sessão de abertura, Dalila Espírito Santo, representante neste simpósio do Consórcio Europeu de Jardins Botânicos, destacou o que considera ser o “exemplo de desenvolvimento” do Jardim Botânico do Faial ao longo destes 25 anos, salientando o papel preponderante dos Açores na conservação de espécies e paisagens. Segundo Dalila Espírito Santo, que representa ainda o Jardim Botânico da Ajuda neste simpósio, o trabalho feito nos Açores e na Madeira é fundamental para que a percentagem de plantas endémicas em Portugal continue a subir, até chegar aos 70%, meta desejada. A representante do Consórcio Europeu que reúne Jardins Botânicos de 27 países salientou ainda a pertinência da discussão das invasoras numa Região como os Açores.

Também o presidente da Câmara Municipal da Horta, João Castro, presente na sessão de abertura, felicitou o Jardim Botânico faialense pelo trabalho que tem desenvolvido na preservação da biodiversidade açoriana.

Ao longo de todo o dia de hoje serão realizadas palestras por representantes dos vários Jardins Botânicos participantes e ainda por diferentes académicos. Nas várias intervenções foram discutidos temas relacionados com a problemática das plantas invasoras e com a conservação da biodiversidade.Amanhã o dia será dedicado à troca de experiências na área da educação e sensibilização ambiental.

Na sexta-feira, a manhã será dedicada à troca de experiências entre os vários Jardins Botânicos sobre a gestão de colecções. À tarde, serão apresentadas as conclusões do simpósio, seguindo-se uma apresentação da responsabilidade do director do Parque Natural do Faial, João Melo, sobre o papel desta estrutura na conservação da biodiversidade dos Açores.

Para sábado está programada uma visita dos participantes ao Parque Natural do Faial, e no domingo rumam a São Jorge para conhecer a ilha.

Combate às Invasoras tem de ser “um trabalho contínuo”

Quem o diz é o director regional do Ambiente, que marcou presença na abertura deste simpósio para dar as boas vindas aos participantes. João Bettencourt reiterou a importância de conjugar esforços para resolver a problemática das espécies invasoras, e falou do trabalho desenvolvido pelo Governo Regional nesse sentido. De acordo com o director regional, o combate desencadeado pela Secretaria Regional do Ambiente e do Mar contra a flora invasora, através do Plano Regional de Erradicação e Controlo de Espécies de Flora Invasora em Áreas Sensíveis (PRECEFIAS), já custou aos cofres da Região cerca de 2 milhões de euros, permitindo actuar sobre 650 hectares, em 24 áreas protegidas do território açoriano.

João Bettencourt salienta a pertinência deste investimento, já que as políticas de combate à flora invasora são “fundamentais para preservar o nosso património natural”.

Em relação ao simpósio a decorrer na Horta, o director regional do Ambiente fez votos de que possa ser uma proveitosa troca de experiências, que ajude a Região a fazer face às suas responsabilidades de conservação do património natural. Para o responsável, o papel do Jardim Botânico tem sido “fundamental”, tanto no que diz respeito à educação ambiental, “promovendo e divulgando o que temos de endémico e natural nas nossas ilhas”, como em relação à conservação das espécies.

Neste aspecto, João Bettencourt salientou o trabalho de conservação ex-situ, nomeadamente com a criação do banco de sementes, em 2003, permitindo conservar as espécies de plantas mais raras dos Açores, de modo a poder evitar a extinção de algumas delas na ocorrência de uma eventual calamidade em algum dos seus habitats. O director regional destacou também a construção do centro de visitantes do Jardim Botânico do Faial, em 2007, que dotou o espaço de um herbário, auditório, biblioteca e sala de exposições, a construção do orquidário, em 2010, e, finalmente, em Maio passado, a inauguração da obra de ampliação e reestruturação do Jardim, “dotando-o de uma maior capacidade de recepção ao público, aumentando a sua qualidade paisagística e valorizando a sua colecção botânica”, e também criando uma área dedicada às herbáceas endémicas açorianas. “Estas acções têm como objectivo a conservação da biodiversidade açoriana” do Jardim Botânico do Faial, que em 2010 contou com quase 9.000 visitantes, acrescentou João Bettencourt.

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