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16
agosto

100 anos da eleição do Primeiro Presidente da República Portuguesa

Escrito por  Texto: Maria José Silva/Fotos:DR
Publicado em Local

Na próxima 4ª feira, 24 de Agosto, completam-se 100 anos da Eleição do Primeiro Presidente da República Portuguesa.

O Centen ário será assinalado na cidade da Horta, pelas 21h30 no Auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional, João José da Graça, com uma sessão evocativa deste momento determinante, em termos nacionais e internacionais, da fundação do regime republicano.

As comemorações do Centenário da eleição de Arriaga contam com o malto patrocínio do presidente da República, Cavaco Silva que se fará representar pelo Representante da República nos Açores, Embaixador Pedro Catarino.
Lançada pela Associação dos Antigos Alunos do Liceu da Horta, esta iniciativa vai assinalar também a passagem de 10 anos de reabilitação da memória de Manuel de Arriaga, em que esta Associação, com sede em Lisboa, oriunda da terra natal do Primeiro Presidente, a cidade da Horta, e do Liceu de que este é patrono desde 1918, se tem empenhado.
Serão oradores Magda Costa Carvalho da Universidade dos Açores, com a palestra, “Manuel Arriaga: um pensamento de Verdade e de Justiça” e  Luís Bigotte Chorão, Investigador na Universidade de Coimbra, que apresentará “Arriaga e o Julgamento da História”.
De acordo com a nota de imprensa enviada à comunicação social, “este movimento de reabilitação da memória de Manuel de Arriaga tem exercido grande influência no resgate de vários “esquecimentos” que pendiam sobre este republicano histórico, com destaque para as Honras de Panteão Nacional e a produção de obras e a respectiva divulgação sobre a sua luta política e social pela democracia e pelo regime republicano.”

De acordo com Maria Luísa V. de Paiva Boléo, “em Agosto de 1911, já com 71 anos, Manuel de Arriaga é eleito Presidente da República. O outro candidato era o Dr. Bernardino Machado (também presidente mais tarde). Foi António José de Almeida, da facção moderada do Partido Republicano, quem se lembrou de sugerir o nome de Manuel de Arriaga como candidato à presidência, findo o período do Governo Provisório liderado por Teófilo Braga. Isto porque, segundo ele, Arriaga "era um dos poucos se não o único homem do Partido que se dava com toda a gente e de quem Homem Cristo não dizia mal".”

A autora, que publicou vários trabalhos sobre Arriaga, diz ainda que “o mandato de Manuel de Arriaga desenrola-se, como é sabido, num período agitado. Os governos sucedem-se por escassos meses. Oito mudanças na presidência do Governo, desordens nas ruas, reacções violentas contra a Igreja e movimentos de monárquicos.” 

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