
A Comissão Política de Ilha do PSD Faial, liderada por Luís Garcia, defendeu na manhã de segunda-feira que “são razões políticas que estão por detrás do encerramento da escola do Salão, razões essas que vêm dar corpo às medidas do governo em concentrar alunos em mega-escolas com objectivo de esvaziar as escolas rurais”.
Falando em conferência de imprensa o social-democrata manifestou-se novamente contra o encerramento da escola do Salão alegando as más condições do transporte dos alunos, o facto de não existir na escola de Pedro Miguel para onde foram as crianças salonenses transferidas, um professor por cada ano lectivo, a falta de infra-estruturas desportivas e de computadores.
De acordo com a CPI faialense, “os alunos chegam a estar fora de casa mais de nove horas consecutivas porque o transporte é feito às 07h45 quando a escola só começa às 09h00 e às 16h10, quando a escola termina às 15h30”.
Luis Garcia explicou ainda que “quando chove não pode haver educação física porque os alunos não cabem todos no ginásio, que é, ao mesmo tempo, refeitório e sala de convívio. Quanto aos computadores, nem tocam neles porque não os há em número suficiente. Para além disso, o professor de apoio nunca apareceu.”
A CPI do PSD Faial considera esta situação de “condenável” e exige uma intervenção do Governo Regional para que sejam garantidas “aquelas que devem ser as condições humanas mínimas a que estes alunos têm direito e que não sejam mais penalizados por uma decisão errada e meramente política.”´
Na conferência de imprensa Luís Garcia repudiou ainda a “hipocrisia” do Presidente da CMH em todo este processo acusando-o mesmo de ter “duas caras” no que a este processo diz respeito: “na terça-feira diz uma coisa aos pais, na quinta-feira faz outra coisa na assembleia municipal”.
Perante o cenário apresentado, e por considerar que a escola do Salão tem melhores condições para ofertar aos miúdos, o PSD Faial assume que vai continuar a lutar para que a vontade dos pais, em reabrir a escola, seja concretizada.