
O deputado regional do Partido Popular Monárquico convocou os jornalistas para uma conferência de imprensa onde manifestou o seu descontentamento e preocupação face ao encerramento do serviço de finanças do Corvo.
A medida, anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos após reunião com o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e da Administração Pública surge no seguimento de uma redução executada no âmbito do Memorando da Troika que determina que 9 dos 19 serviços de finanças dos Açores fechem portas.
Estêvão considera esta medida de “inaceitável” uma vez que “representa uma enorme desvantagem económica e cívica” para a ilha do Corvo.
No entender do parlamentar, “a população passa a somar mais uma desvantagem de monta na ilha: a deserção de uma administração fiscal que manterá todas as exigências e que não prestará nenhum serviço.”
De acordo com o Governo da Republica a redução eliminará a lógica da existência de uma repartição de finanças por concelho substituindo pela presença de um só serviço por ilha. As únicas excepções a esta regra dizem respeito ás ilhas de São Miguel e do Corvo. No primeiro caso manter-se-ão abertas 3 repartições e no Corvo será encerrado o único serviço existente devido à proximidade do serviço da ilha das Flores.
A este propósito Paulo Estêvão acusa o Governo de “desconhecer a enorme dificuldade que existe no âmbito das ligações marítimas ou aéreas entre as duas ilhas, bem como os custos a isso inerentes”.
O monárquico adiantou ainda que vai apresentar um projecto de reslução na ALRAA no sentido de anular esta medida. Vai ainda pedir uma audiência ao presidente da República e ao Ministro das Finanças.