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10
novembro

Vereadores do PSD acusam CMH de falta de ética democrática

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Publicado em Local

Os vereadores da Câmara Municipal da Horta eleitos pelo Partido Social-democrata acusaram o Executivo camarário de falta de ética democrática.

Em conferência de imprensa realizada na manhã de quinta-feira, Paulo Oliveira, Fernando Guerra e Rosa Dart afirmaram não concordar com as práticas que classificam de “arrogantes e autocráticas de quem detém o poder na Câmara da Horta.

 

Perante a lei todos os membros dos executivos camarários, têm igual legitimidade em conhecer e participar nas principais decisões do Município mas, segundo Fernando Guerra, “isso na Câmara Municipal da Horta não tem acontecido, não acontece, e entendemos que, volvidos dois anos desde o início do nosso mandato, temos o dever de dar aos Faialenses conhecimento desse facto.”

De acordo com os vereadores da oposição, “a maioria da Câmara Municipal da Horta não promove a participação plena de todos os vereadores nas decisões e não respeita a oposição nem cumpre os deveres que estão legalmente estabelecidos no Estatuto da Oposição.”

Afirmaram ainda aos jornalistas que “a maioria da Câmara Municipal da Horta esvazia de conteúdo as reuniões do executivo que transformou em meros actos formais e de fachada, quase completamente ocupadas a tratar de assuntos irrelevantes.”

Os vereadores adiantaram ainda que nas “discute-se e decide-se isenções de taxas para festividades e dá-se conhecimento de ofícios recebidos das mais diversas entidades. Tudo o que é importante para a vida do Município e para a vida de todos nós não é nas reuniões da Câmara que é discutido nem decidido.”

Guerra explicou também que os vereadores do PSD só têm conhecimento das decisões da maioria pela comunicação social e exemplo disso foi, conforme expuseram, a cedência à Câmara Municipal da Horta terrenos afectos às Termas do Varadouro, o projecto designado por “Faial solidário”, o novo modelo e novos cortes nas delegações de competências da Câmara nas Juntas de Freguesia e o financiamento do fogo-de-artifício de fim de ano.

Apesar de não ser uma postura ilegal, o PSD reclama pela ética democrática que devia estar subjacente a uma governação autárquica e que afirmam não existir.

Questionados sobre a possibilidade de adopção de medidas mais drásticas caso esta situação não se inverta, os vereadores laranja são unânimes em dizer que vão cumprir o mandato até ao fim, porque para isso foram eleitos, mas, conforme disse Paulo Oliveira, “há uma réstia de esperança de que a vereação da maioria socialista mude a sua postura, a bem dos faialenses”.

 

 

 

 

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