As ilhas do Faial, Pico e São Jorge recebem, entre os dias 21 e 25 de Maio, a sexta edição das Jornadas Florestais insulares, evento que reúne especialistas das ilhas da Macaronésia (Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde) num debate e troca de experiências sobre a gestão dos recursos florestais nos arquipélagos. Na apresentação do evento, que decorreu ao início desta tarde, na Horta, o secretário regional da Agricultura e Florestas salientou a sua importância, já que promove a troca de experiências e conhecimentos técnicos no âmbito do sector florestal, tanto na sua vertente económica como do ponto de vista ambiental. Noé Rodrigues entende também que estas jornadas darão um contributo importante na sensibilização da população para a importância das florestas.
Sob o tema “Florestas das Ilhas: Um Mundo de Desafios e Oportunidades”, são esperados 150 participantes nestas jornadas, onde serão apresentados 60 trabalhos, prevendo-se também a realização de várias visitas de campo, que servirão para mostrar a capacidade de gestão de recursos florestais dos Açores.
Na ocasião, Noé Rodrigues salientou a colaboração da Câmara Municipal da Horta, que se disponibilizou de imediato para “disponibilizar todo o apoio” à organização destas jornadas. Segundo João Castro, presidente do município, esta organização trará uma dinamização económica importante ao Faial, para além da sua importância na promoção das ilhas do Triângulo.
Actualmente, a área florestal corresponde a 31% do território regional. Dessa área, cerca de 31% destina-se à exploração económica, sector onde a criptoméria se assume como a espécie de maior destaque. Nesse sentido, e de acordo com o secretário regional, o Executivo tem procurado valorizar a sua produção, quer através da certificação de exploração ambientalmente sustentável, quer através de outras iniciativas como o Plano de Melhoramento Florestal da Criptoméria dos Açores.
Noé Rodrigues referiu também que existem espécies autóctones de madeiras consideradas “mais nobres”, como o cedro do mato e o pau branco, cujo potencial de exploração económica começa a ser reconhecido. O governante alertou, no entanto, para a importância, do ponto de vista ambiental, da renovação dos recursos florestais explorados no sector económico.