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11
maio

Legislativas Regionais: Vasco Cordeiro apresenta Agenda para a Criação de Emprego em Comício no Faial

Escrito por  Marla Pinheiro/Fotos:Carlos Pinheiro
Publicado em Local

Sem bandeiras mas com casa cheia, foi como o Faial recebeu, na tarde da passada quinta-feira, no polivalente dos Flamengos, o primeiro candidato socialista às eleições legislativas regionais para o seu primeiro comício na ilha. A criação de emprego como prioridade para a próxima legislatura e a o papel do Faial no nascimento de uma verdadeira economia do Mar foram os pontos de destaque do discurso de Vasco Cordeiro.

Em dia de dilúvio a marcar o regresso inesperado do Inverno, não houve bandeiras no polivalente dos Flamengos para receber Vasco Cordeiro, candidato à presidência do Governo Regional pelo PS nas eleições de Outubro. A compensar a falta de bandeiras, casa cheia e muitas palmas para saudar o candidato, que chegou, não ao som de Conquest of Paradise, música dos Vangelis que se tornou referência dos comícios socialistas, mas ao som de Titans, do mesmo grupo e no mesmo registo épico. A escolha da banda sonora mostra bem aquilo a que o PS se propõe nas eleições de Outubro: renovar, sim, mas nem tanto, já que o legado de 16 anos de governação de Carlos César é, para o candidato a que muitos chamam “delfim” do ainda presidente do Governo Regional, motivo de orgulho. Por isso, Cordeiro salientou o que considera ser a boa gestão socialista das finanças regionais, “elogiadas por várias entidades internacionais”, e deu exemplos de obras públicas realizadas no Faial nos últimos tempos, como a requalificação da frente marítima ou o Bloco C do Hospital da Horta. 

Comparando a actual situação dos Açores com o cenário que se vive no Continente e na Madeira, Vasco Cordeiro garantiu um Governo que não veja as famílias e empresas “como parcelas numa conta de subtrair”. 

A reforma autárquica também mereceu destaque no discurso do socialista, que condenou a fusão e extinção de freguesias, entendendo que “não é por aí” que o país vai avançar.

Como principal desafio da próxima legislatura, Vasco Cordeiro elegeu a criação de emprego. Por isso, apresentou a Agenda Açoriana para a Criação de Emprego como uma das suas prioridades, agenda essa que assenta em três pontos essenciais: a criação de mais valor acrescentado nas áreas tradicionais da economia, como a agricultura, as pescas ou o turismo; a reorientação das áreas sob pressão em termos de desemprego, como é o caso da construção civil, onde defende a aposta na reabilitação urbana como alternativa ao ciclo de obras públicas que está a chegar ao fim; e o lançamento de alicerces para novos sectores económicos, assentes na educação, na formação e no empreendedorismo.

Faial é “motor de vanguarda” para um sector económico ligado ao Mar

Ora, para Vasco Cordeiro, é precisamente na criação de novos sectores da economia que o Faial tem um papel de destaque a nível regional. Para o candidato socialista, uma economia fundada no conhecimento e na tecnologia passa, forçosamente, pelo Mar, área onde o Faial se assume como um “motor de vanguarda”, quer pela sua localização geoestratégica, quer pelo facto de ser a ilha onde esta sedeado o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores.

A Agenda para a Criação de Emprego é claramente uma das meninas dos olhos da campanha rosa, com Vasco Cordeiro a classificá-la não como uma proposta eleitoral mas como um “desígnio regional”. 

A finalizar, Cordeiro apelou à participação de todos os açorianos nas legislativas de Outubro, frisando que a vitória socialista significa a vitória da autonomia. 


“O Faial está contigo porque tu sempre estiveste com o Faial”

O voto de confiança em Vasco Cordeiro foi expresso por João Castro, presidente do secretariado de ilha do Faial do PS, e a quem coube aquecer o comício antes da intervenção do candidato. 

João Castro entrou na sala com Vasco Cordeiro, numa altura em que o cabeça-de-lista pelo círculo eleitoral do Faial ainda não é conhecido e o líder dos socialistas faialenses se afigura como uma das apostas mais prováveis para esse lugar.

Castro apontou baterias ao Governo PSD/CDS-PP na República, acusando-o de ser “mais troikista que a Troika” e responsabilizando-o pelo actual estado de coisas no país. A escalada do desemprego, o aumento de 143% de falências no primeiro trimestre deste ano, o fecho de 26 empresas por dia em Portugal e o facto de 100 portugueses por dia deixam de pagar os seus compromissos com a habitação foram alguns dos números que o socialista deixou. “Alguém acha que se o PSD ganhar na Região isto será diferente? Claramente que não”, vaticinou. 

Referindo-se ao candidato socialista, João Castro disse que o mesmo “representa uma nova geração”, reconhecendo-lhe a “coragem” e o “orgulho no percurso até aqui”. 

 

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