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17
maio

Escola Secundária Manuel de Arriaga comemora Dia da Escola

Escrito por  Nuno Avelar
Publicado em Local
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A Escola Secundária Manuel de Arriaga é um marco na vida de todos nós há mais de 150 anos, já teve nomes como Liceu da Horta, Liceu Nacional da Horta, Escola Secundária da Horta e, mais recentemente, e já em edifício novo, adoptou  a designação actual.

Manda a tradição que, a 15 de Maio de cada ano, dedique o dia a actividades extracurriculares e lúdicas para comemorar, de forma intensa, o seu Dia da Escola.

É um dia em que as salas de aulas não se abrem, ou pelo menos não se abrem para receber aulas, mas sim, exposições, mostras, experiências…

É um dia em que há teatro, música, desporto, homenagens e muita confraternização… este ano não foi excepção.

Assim sendo, durante todo o dia de terça-feira decorreram várias actividades no âmbito do dia da escola sendo que uma Eucaristia marcou o arranque das comemorações.

Houve ainda lugar para um cortejo do Espírito Santo e distribuição de massa, numa clara alusão às nossas tradições insulares. Neste dia houve ainda espaço para acções de sensibilização para a prevenção do cancro de pele, mostras fogográficas, jogos matemáticos, futebol de 7, voleibol, salto em altura, jogos de memória e atenção, os óskares malukissimos, apresentação de livros, lançamento de selos, até mesmo, a eleição da Miss e Mister Arriaga 2012.

As comemorações tiveram o seu ponto alto com a sessão solene que, na noite de terça-feira, encheram o auditório.

Eugénio Leal, presidente do Conselho Executivo da ESMA, salientou na ocasião que “comemorar este dia da escola é abrir a escola à comunidade, sem que esqueçamos que os alunos vêm sempre em primeiro lugar.”

O responsável por aquele estabelecimento de ensino indicou as muitas actividades que a escola desenvolve junto dos seus alunos, desde a participação em provas como as Olimpíadas Nacionais de Biologia, aos clubes de filatelia e de desporto, ao grupo de teatro, passando pela dinamização de projectos como o jornal escolar Arauto e o de Educação Afectivo-Sexual, que em Abril realizou a sua quarta conferência anual.

“Não se pode analisar um ano lectivo sem falar de resultados. Embora estejamos bem, é sempre possível fazer melhor”, disse e continua “temos escola, equipamentos e condições para fazer um trabalho de topo. O nosso corpo docente é estável, logo os resultados têm que ser melhores. Estamos, neste momento, a analisar os resultados para perceber o que não correu tão bem e procurar soluções para melhorar, mas para isso precisamos também da colaboração da sociedade”.

Eugénio Leal destacou ainda o papel interventivo que a Associação de Pais da ESMA tem assumido neste ano lectivo e que, nesta sessão solene, pela sua presidente Fátima Pinto, lançou um repto aos pais no sentido de participarem activamente na vida escolar e na vida dos filhos.

De acordo com a responsável pela associação de pais, que tomou posse, recorde-se em Janeiro de 2012, os pais estão desligados da escola, “há que mudar hábitos, fomentar o diálogo e trazer a comunidade à escola e vice-versa, para que os pais se sintam que são úteis à escola”.

A Directora Regional da Educação e Formação considerou que a Escola Secundária Manuel de Arriaga “bebe da energia” do seu patrono, o primeiro Presidente da República.  

Nesta escola, conforme indicou aquela responsável, “reconhecemos um projecto educativo coerente, um corpo docente profissional responsável e uma liderança comprometida com o desenvolvimento de um ensino de qualidade”.

Segundo referiu Graça Teixeira, a Escola Secundária Manuel de Arriaga tem pugnado por “garantir uma educação para todos, acolhendo a diversidade social da sua população escolar”, e oferecendo para tal, no ensino básico, para além do currículo regular, programas de recuperação de escolaridade.

Por sua vez, a oferta formativa no âmbito do ensino secundário também se tem “pautado pela procura da diversificação”, reconhecendo a importância de oferecer “vários caminhos para que cada aluno, em função do seu perfil de aprendizagem e dos seus objectivos, escolha o que mais lhe convém trilhar”, acrescentou.

Para Graça Teixeira, “esta política de diferenciação e de adequação pedagógica tem também perpassado no esforço de criação de uma escola inclusiva”, ao procurar “maximizar o potencial dos seus alunos com necessidades educativas especiais, com vista ao desenvolvimento educativo e a uma plena integração escolar e social das crianças”.

 

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