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23
maio

Lançada primeira pedra da Escola Básica Integrada da Horta

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Decorreu esta manhã a cerimónia de lançamento da primeira pedra da empreitada de grande reparação da Escola Básica Integrada (EBI) da Horta, investimento de 7,2 milhões de euros, que deverá estar concluído em Maio de 2014 e terá capacidade para 700 alunos.

O projecto, da responsabilidade dos arquitectos Paulo Macedo e Pedro Porteiro, foi na ocasião apresentado à comunidade escolar. Entre outras coisas, o empreendimento vai permitir a criação de um espaço autónomo para o ensino artístico, mais soluções de estacionamento e o aquecimento da água através de painéis solares. Esta obra significa uma profunda alteração nos edifícios que acolheram a formação de várias gerações de faialenses. Por isso, a ligação às memórias desses tempos não será esquecida e as célebres arcadas, onde muitos alunos se concentravam nos intervalos, principalmente nos dias de chuva, serão preservadas, sendo recolocadas noutro sítio.

Esta obra será executada em duas fases. Para já, a primeira fase contempla intervenções no âmbito dos espaços para o ensino artístico e para o primeiro ciclo bem como de alguns espaços comuns ao primeiro e segundo ciclos. 

Neste processo, um dos pontos principais a ter em conta é a compatibilização do decorrer das obras com o funcionamento do ano escolar, compatibilização essa que ainda não está totalmente estruturada, como foi referido na apresentação do projecto.

Na ocasião Maria José Morais, directora da EBI da Horta, congratulou-se com mais este passo para a concretização desta obra há muito esperada. Reconhecendo que o sucesso educativo não depende apenas das boas condições em termos de equipamento e infra-estruturas, a responsável garantiu que estas são, no entanto, uma ajuda importante. 

A directora reconheceu que os trabalhos “trarão algum desconforto e barulho, mas temos de pensar no futuro, e o futuro começa agora”.

O presidente da Câmara Municipal da Horta destacou que este empreendimento encerra um ciclo de construções e reparações de equipamentos escolares no Faial. João Castro salientou o que considera ser o empenho do Governo Regional na execução desta última obra do referido ciclo, reconhecendo, no entanto, que esta padeceu de alguns atrasos. Em resposta à intervenção do edil faialense, a secretária regional da Educação frisou que os atrasos verificados estiveram relacionados com atrasos do Tribunal de Contas.

Cláudia Cardoso salientou que esta obra “fecha a necessidade de intervenção do parque escolar do Faial”. “Apesar do momento difícil em que vivemos a educação mantém o seu nível de investimento público, enquanto outros na República mandam parar obras em curso e desistem das que estavam mesmo prestes a avançar”, disse. 

A governante garantiu que o Governo dos Açores tem atingido os seus objectivos no que à educação diz respeito, apostando num “sistema educativo mais democrático, mais inclusivo, integrador das diferenças e promotor da igualdade” e “utilizando todas as suas energias contra o esvaziamento do papel do Estado na educação”. Frisando que uma educação de qualidade é um dos pilares fundamentais para o crescimento, Cláudia Cardoso garantiu que o Governo irá “continuar a apetrechar escolas açorianas com novos equipamentos e recursos pedagógicos que permitam suportar um ensino progressivamente mais adequado às exigências da actualidade”. 

Para a secretária regional, um sinal de que os Açores fazem um bom trabalho na Educação é o facto das medidas tomadas na Região serem replicadas noutras paragens. Nesse sentido, salientou, por exemplo, o pioneirismo açoriano na autonomia das escolas. 

O sucesso das políticas educativas regionais reflecte-se, de acordo com a governante, nos números, dando exemplos como a redução da taxa de absentismo de 2,78% (1995/1996) para 1,36% (2009/2010) ou o facto de 95,9% dos 919 candidatos açorianos ao Ensino Superior no último ano lectivo ter sido admitido.

Cláudia Cardoso anuncia redução do número de alunos por turma

No âmbito das medidas a tomar para continuar a melhorar o desempenho regional da educação, Cláudia Cardoso anunciou a redução do número máximo de alunos por turma, que passará a ser de 20 crianças no pré-escolar, de 23 no ensino básico e de 25 no secundário. “Com esta medida damos outra margem para o desenvolvimento do trabalho dos docentes”, disse, frisando que se trata de uma medida inversa ao que acontece na República, onde o número máximo de alunos por turma é aumentado. Para Cláudia Cardoso este é, de resto, apenas um reflexo do diferente tratamento que o Executivo açoriano dá à educação quando comparado com o Governo da República. 

 

 
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