A afirmação foi proferida por Vasco Cordeiro, candidato do PS/Açores a presidente do Governo Regional, na abertura dos trabalhos da Convenção “Um Novo Ciclo para Vencer Novos Desafios”, que decorre desde ontem em Vila Franca do Campo, em São Miguel.
Este encontro socialista encerra um ano de recolha de contributos da sociedade civil para as bases do programa eleitoral que será apresentado aos açorianos nas eleições regionais de Outubro.
Na presença de militantes e simpatizantes do PS Vasco Cordeiro frisou que a sua liderança de um novo ciclo socialista não esquece o percurso dos últimos 16 anos: “somos herdeiros de uma boa governação”, salientou, entendendo que essa governação “faz dos Açores uma referência nacional” no que à gestão das finanças públicas diz respeito.
Cordeiro deu alguns exemplos do trabalho realizado pela governação de Carlos César ao longo destes 16 anos, em sectores como Agricultura, Pescas, Turismo, Educação ou Saúde: “em todos estes sectores, temos um trajecto feito que muito nos orgulha, como acredito, que orgulha todos os Açorianos, que amam sua terra”, disse o candidato socialista.
Neste contexto, referiu que uma das razões pela qual aceitou o desafio de poder vir a ser presidente do açorianos foi “o inconformismos de quem ainda acha que é possível fazer melhor” com a consciência “do muito que ainda falta fazer”. “É importante termos a humildade de reconhecer o que falta fazer, porque houve coisas que não correram bem, houve soluções que aplicámos e que não resultaram da maneira que gostaríamos que tivessem resultado”, referiu.
A salvaguarda da Autonomia dos Açores é outro dos objectivos da candidatura socialista, como referiu Cordeiro: “nós, açorianos, seja pelo nascimento, seja pelo coração, queremos continuar a ser senhores do nosso destino”. Dizendo que “é a nossa Autonomia que vai a votos em Outubro”, Vasco Cordeiro acusou o Governo da República de querer acabar com este desígnio regional.
“A situação que o país vive tem feito reacender um centralismo tacanho, ignorante e vingativo que elegeu a Autonomia como alvo a abater”, disse Cordeiro, dando como exemplo desse centralismo a asfixia financeira de que a Universidades dos Açores está a ser alvo, o abandono das funções do Estado na Região, como é o caso dos tribunais e das repartições de finanças, as obrigações do serviço público de transportes aéreos, entre outras.
O candidato afirmou ainda que “sempre que o Governo da República, de qualquer que seja o partido, respeitar os açorianos e quiser trabalhar para o bem da Região terá em mim um aliado pronto e empenhado”. Caso contrário, “qualquer que seja o partido que quiser prejudicar os Açores ou desrespeitar os açorianos, terá em mim um adversário lutador e sem tréguas”, garantiu.
Na sessão de abertura desta convenção, que tem por objectivo construir respostas e soluções para os desafios que sentem os açorianos, interveio ainda Gilberta Rocha, directora do Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores.