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03
julho

Convenção “Um novo ciclo para vencer novos desafios” - Reduzir o número de chefias é uma das medidas de Vasco Cordeiro para as eleições de Outubro

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Regional
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A intenção de Vasco Cordeiro de reduzir em "pelo menos 25% o número de membros do Governo", caso vença as próximas eleições, marcou a sessão de encerramento da Convenção do PS/Açores “Um novo Ciclo para vencer novos desafios”.

A convenção, que decorreu no Pavilhão Arena, em Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, ficou marcada também por uma notada ausência de militantes.

A convenção “Um novo ciclo para vencer novos desafios” reuniu os socialistas açorianos no passado fim-de-semana em Vila Franca do Campo, com o intuito de encerrar um ano de recolha de contributos da sociedade civil para as bases do programa eleitoral que será apresentado aos açorianos nas eleições regionais de Outubro.

Das conclusões saídas desta convenção, destaque para a vontade de reduzir o número de secretarias do Governo Regional, expressa por Vasco Cordeiro, candidato rosa à presidência do Executivo açoriano em Outubro próximo, na sessão de encerramento.

A aposta de Cordeiro recai sobre uma Administração Pública “cada vez mais ágil”: “quero um Governo que se traduza numa redução de, pelo menos, 25% do número de membros”, referiu. O candidato já fez as contas e promete que, caso seja eleito, o seu Governo terá apenas oito secretarias.

Vasco Cordeiro quer também dar especial atenção aos mecanismos que reforcem a coordenação e agilidade de procedimentos e quer que estas sejam duas marcas impressivas da sua governação.

Cordeiro aponta ainda para uma “redução acentuada da presença do Governo no sector empresarial, reduzindo o número de empresas públicas em 50%”. 

Vasco Cordeiro apontou também três objectivos principais para um futuro Governo por si liderado: competitividade e investimento, protecção e solidariedade social e sustentabilidade dos recursos naturais. 

Um dos principais desafios que Vasco Cordeiro tem pela frente, caso seja eleito, é a criação de emprego e crescimento económico. Para tal, o candidato quer criar condições para que as empresas açorianas possam afirmar-se, “como geradoras de emprego sustentável”.

No entanto, para o candidato, é preciso olhar também para os sectores mais fragilizados pela actual conjuntura, dando como exemplo o comércio local e a restauração. Para isso, pretende criar um “programa de apoio específico que ajude os nossos empresários a manterem postos de trabalho”. 

Sobre a actual conjuntura do país, Cordeiro considera que esta apenas é ultrapassável “se houver a colaboração de todos os intervenientes no processo que põe em funcionamento as engrenagens da nossa economia”.

Outra das apostas de Cordeiro recai sobre a Agricultura. Nesta área, entende ser diversificação o caminho, com especial atenção para a comercialização, através da organização dos produtores de forma a garantir uma produção constante e valorizada.

No que diz respeito ao sector dos lacticínios, Cordeiro é convicto ao afirmar que é necessário “criar mais valor acrescentado”. Entendendo que os lavradores têm correspondido aos desafios dos últimos tempos, o candidato rosa quer agora que se faça um esforço acrescido no lado da indústria. 

Quanto às Pescas, Cordeiro defende políticas públicas direccionadas para a valorização do pescado, e não para o aumento do esforço de pesca.

O candidato quer também “a identificação de todos os produtos da Região com a marca ‘Açores’, como sinónimo de produto natural, sem modificações genéticas e produzido numa região de elevada qualidade ambiental”.

O Turismo também está na mira de Vasco Cordeiro, pois representa 4% do PIB regional, pelo que é fundamental “caminhar para uma segmentação de mercados com maior potencial” tendo como aposta o turismo de natureza, em especial ligado ao mar. 

Num contexto em que as grandes obras públicas são cada vez menos, Vasco cordeiro falou também dos desafios que se colocam ao sector da Construção. Para o candidato, é necessário que este sofra uma “reorientação”, por isso apresenta como solução a criação de uma Carta Regional de Obras Públicas que permite aos empresários do sector consolidar “a previsibilidade dos investimentos públicos, o correcto dimensionamento das empresas e o incentivo à formação de parcerias e associações entre as empresas regionais”.

O candidato socialista não esqueceu a Educação, defendendo neste sector a necessidade de “reconciliar os professores com o ensino-aprendizagem, conferindo-lhes dignidade, estatuto, autoridade, deixando de os encarar como funcionários, mas exigindo-lhes resultados”.

Na Formação, um dos principais desafios é, para Cordeiro, “conjugar o ensino profissional com a escolaridade obrigatória de 12 anos”, pois considera que “o ensino profissional tem de continuar a constituir uma alternativa aos alunos do secundário como área curricular”.

O Empreendedorismo é uma das áreas a que Cordeiro mais destaque confere. Defendendo a necessidade de criação de “um fundo de capital de risco a sério”, o candidato quer disponibilizar 20 milhões de euros na próxima legislatura para esta área.

Nesta Convenção, Vasco Cordeiro falou ainda da sua visão estratégica em relação ao Mar: “o meu entendimento é que este é um recurso dos Açores e que deve beneficiar em primeiro lugar os açorianos”, refere, acrescentando que “não serão toleradas as tentativas, ainda tímidas é certo, que já se vislumbram por parte de alguns sectores da República para chamarem a si a gestão do nosso imenso património marítimo”. 

Como não poderia deixar de ser, Cordeiro não esqueceu o Transporte Aéreo entre os Açores e o Continente, defendendo que a alteração das Obrigações de Serviço Público, e a consequente diminuição do preço das passagens assume “um carácter de urgência” ao qual “o Governo da República não pode continuar a virar as costas na esperança de transferir mais esses custos para encargo dos açorianos”. 

A Saúde também tem um papel importante nas propostas de Governação do candidato do PS/Açores. No seu entender, “há quem queira pôr nas mãos do Governo da República as decisões sobre a sustentabilidade e a existência do Serviço Regional de Saúde como o conhecemos”, situação que, defende, não traria “nada de bom para os açorianos”. “Considero essencial que as matérias relativas à sustentabilidade do Serviço Regional de Saúde sejam analisadas e decididas nos Açores”, disse.

 
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