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18
julho

Missão de Avaliação do Geoparque Açores

Escrito por  Nuno Avelar
Publicado em Local
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De 15 a 19 de Julho o projecto Geoparque Açores recebeu uma comitiva de avaliação composta por um avaliador da Rede Europeia de Geoparques (EGN) e um observador da UNESCO. 

Durante estes dias os avaliadores visitaram 5 ilhas de modo a tomarem contacto com o território, conhecer alguns dos principais geossítios açorianos, as actividades tradicionais, educativas e geoturísticas desenvolvidas e contactar com a população açoriana. 

O Geoparque dos Açores tem "boas possibilidades" de integrar a Rede Europeia de Geoparques a partir de setembro, quando se realiza o próximo congresso desta organização, afirmou à Comunicação Social  Manuel Costa, coordenador do projecto.

“As possibilidades são altas. Fizemos um trabalho bem feito, passámos a primeira fase, de natureza administrativa, e agora vamos ser avaliados no terreno”, frisou Manuel Costa. 

Para este responsável estão reunidas todas as condições para que a entrada do Geoparque dos Açores na rede. 

A missão de avaliação, que integra um avaliador da Rede Europeia de Geoparques e um observador da UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, vai visitar cinco ilhas dos Açores, o que lhe permitirá conhecer alguns dos principais geossítios do arquipélago, mas também contactar com a população e tomar conhecimento de algumas atividades tradicionais, educativas e geoturísticas que têm sido desenvolvidas.

O Geoparque dos Açores apresenta características inéditas a nível mundial, sendo composto por dezenas de sítios espalhados pelas nove ilhas do arquipélago, onde a imensa variedade geológica abrange um período que começa há milhões de anos e vem até à actualidade.

Este projecto, subordinado ao tema ‘Nove Ilhas - Um Geoparque’, visa proporcionar uma viagem pelo património geológico dos Açores, que possui uma paisagem marcada por rochas, relevos e estruturas originadas por erupções vulcânicas.

O geoparque pretende aproveitar a rica geodiversidade vulcânica do arquipélago, apresentando um conjunto de locais, como caldeiras, campos lávicos ou cordilheiras vulcânicas, que reportam a memória geológica do planeta.

No Faial a comitiva visitou o Centro de Interpretação dos Capelinhos onde Tribuna das Ilhas a foi encontrar.

De acordo com o avaliador da Rede Europeia de Geoparques, “os Açores oferecem um grande potencial e a sua entrada na rede será uma grande oportunidade. O que os geoparques estão a fazer é utilizar as riquezas e o património geológico para um desenvolvimento sustentável das áreas onde se implementam. Vimos exemplos impressionantes de geosítios nos Açores e também vimos os esforços que tem sido feitos pelo governo local para promover e tornar estes locais acessíveis ao público que é a base do desenvolvimento e da protecção deste património”. 

O avaliador, que frisou ainda que “estamos a meio da nossa missão e vimos exemplos muitos positivos. Ainda temos que concluir a avaliação, mas posso adiantar que foi uma abordagem muito positiva e as expectativas são boas.”

Os resultados só serão conhecidos a 21 de Setembro em Arouca, sendo que agora a comitiva vai submeter as suas apreciações ao comité de avaliação da Unesco a quem cabe a decisão final.

José Leonardo, presidente do Geoparque Açores esteve a acompanhar a comitiva e, à margem da visita disse aos jornalistas que “o geoparque está a crescer e os resultados registados são deveras positivos”.

O responsável espera que em Setembro possam integrar a rede europeia “para que possamos potenciar o que é nosso e fomentar o turismo” e vai mais longe ao afirmar que o geoparque só é importante se os açorianos souberem que ele existe e dele puderem usufruir.”

Também o director regional do Ambiente, João Bettencourt esteve presente e revelou “pelo contacto que tenho tido com a comitiva os indicadores são muito positivos. Temos 57 geositios espalhados pelos Açores e o que pretendemos é, acima de tudo, dar a conhecer estes geositios à população e, preservar esses mesmos locais para que as futuras gerações possam usufruir deste património natural”. 

João Bettencourt frisou ainda o aspecto económico desta iniciativa, “entrar na Rede abre-nos novas portas e novas oportunidades para dar a conhecer os Açores pela sua geodiversidade.”

 

 

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