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20
julho

Manteiga Ilha Azul com nova imagem para agradar aos consumidores

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Publicado em Local

A Manteiga Ilha Azul, produzida pela Cooperativa Agrícola de Lacticínios do Faial (CALF) está de cara lavada. De acordo com José Agostinho, presidente da CALF, a nova embalagem procura adequar-se às exigências do marketing e tornar-se mais atractiva para o consumidor. Tribuna das Ilhas esteve à conversa com Agostinho, para falar sobre esta mudança de imagem. Temas como a dotação da fábrica de uma unidade de fatiamento, a certificação de qualidade ou as dificuldades actuais no mercado do leite também estiveram em análise.

 A tradicional embalagem em tons de azul forte e prateado que todos associamos à manteiga Ilha Azul deu lugar a outra: tons mais suaves, um tipo de letra mais fácil de ler e uma maior visibilidade da informação que é necessário passar ao consumidor são as características das novas embalagens, que já circulam no mercado faialense.

Ao Tribuna das Ilhas, José Agostinho explica que, de há três anos a esta parte, “a CALF tem procurado criar uma imagem diferente”, tendo começado pelo queijo Ilha Azul, produto com mais visibilidade, até pelo facto de ser o mais exportado. Para este fim, o queijo em questão conta até com um rótulo especial, em inglês.

“Hoje em dia a apresentação, nomeadamente a rotulagem, ajuda a comercializar o produto”, considera Agostinho, explicando que a mudança de imagem nos produtos da CALF tem sido conduzida por um responsável de Marketing da Lactaçores, cujas propostas são depois analisadas pela cooperativa.

A “nova cara” da manteiga Ilha Azul surgiu na sequência da necessidade de investir numa nova máquina de embalagens, uma vez que “a antiga estava a ficar obsoleta”. “Achámos por bem mudar a imagem e criar algo visualmente mais atractivo ao consumidor”, explica José Agostinho. 

Longe vai o tempo em que a maior parte dos produtos eram vendidos a granel, pesados na altura da compra pelo lojista e embrulhados em papel de jornal. Ao longo do tempo, a embalagem tornou-se parte importante do produto, sendo cada vez mais um factor que pesa na decisão de compra. Essa importância aumenta nos produtos que o consumidor pretende utilizar mais que uma vez depois da sua abertura e antes de deitar fora a embalagem, como é o caso da manteiga. Tendo isso em conta, há algum tempo a CALF tentou aplicar uma tampa nas suas embalagens deste produto, no entanto esta tinha de ser colocada manualmente. O investimento numa máquina que possibilite a colocação automática de tampas nas embalagens de manteiga é, segundo Agostinho, muito elevado e incomportável para a CALF.

O responsável recorda que, com 100 toneladas de produção anual, a manteiga é um subproduto do leite. Isto significa que é produzida com a matéria-prima que não é necessária à produção de queijo: “a fábrica tem de fazer ‘acertos’ na gordura do leite para que este fique com a quantidade exacta necessária para cada tipo de queijo. A gordura retirada desses acertos é utilizada para fazer a manteiga”, explica.

Cerca de metade da manteiga Ilha Azul produzida no Faial é consumida na ilha. O resto segue para o resto do arquipélago e para o continente português.

Fatiamento de queijo deverá estar a funcionar até ao final do ano

Para além da actualização da imagem dos seus produtos, a CALF procura também acrescentar-lhes valor. Nesse sentido, fez aprovar, há cerca de um ano, um projecto para melhorar o processo de produção com a dotação da fábrica de condições para o fatiamento de queijo.

Ao Tribuna, José Agostinho explica que “não é necessário aumentar a área fabril, mas sim climatizar a zona onde será colocado o equipamento para fatiamento”. Neste momento, aguarda-se então essa climatização para que o equipamento possa ser adquirido e montado. A criação desta valência vai custar 1800 mil euros, dos quais 75 por cento serão financiados por fundos europeus, sendo os restantes conseguidos através de recurso à banca.

José Agostinho espera que a CALF possa estar a comercializar queijo fatiado até ao final do ano, correspondendo desta forma “às exigências do mercado” e “acrescentando valor” ao queijo produzido. 

O queijo em barra é, efectivamente, o produto com mais expressiva produção na CALF, com quase 920 mil toneladas produzidas em 2011. De acordo com José Agostinho, metade desta produção passará a ser fatiada.

Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 20.07.2012 ou subscreva a assinatura digital do seu semanário

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