A candidata do PSD/Açores a presidente do governo anunciou ontem a apresentação do Plano Social de Salvaguarda para apoiar as famílias mais carenciadas e a classe média, cujas verbas serão obtidas através de “cortes em mordomias” da classe política.
“Estes cortes significam uma importante poupança no orçamento regional. São cortes em mordomias. E uma verba que queremos utilizar para reforçar a política de apoio aos açorianos, através de um Plano Social de Salvaguarda dos Açores que não é só para os mais carenciados mas também para a classe média”, afirmou Berta Cabra.
A líder social-democrata explicou que os cortes passam pela “redução de 25 por cento, pelo prazo de dois anos, do vencimento de todos os titulares de cargos políticos, começando pela presidente do governo regional”.
Os cortes anunciados anunciados por Berta Cabral passam também pela redução de 40 por cento do número de membros de governo, de 12 para sete secretários regionais, e respetivos gabinetes e assessorias, redução de 35 por cento de todos os cargos de nomeação política e seus gabinetes e assessorias, e uma redução não inferior a 40 por cento nas despesas em viagens, hotéis e ajudas de custo.
O corte na despesa com os cargos políticos ou de confiança política prevê ainda a redução do número de deputados da Assembleia Legislativa dos Açores para um máximo de 39 deputados, redução de 25 por cento nos vencimentos de gestores públicos durante dois anos e a redução em 35 por cento de cargos de nomeação política no setor público empresarial regional.
“Estes cortes significam uma importante poupança no orçamento regional. São cortes em mordomias. É uma verba que queremos utilizar para reforçar a política de apoio aos açorianos, através de um Plano Social de Salvaguarda dos Açores que não é só para os mais carenciados, mas também para a classe média”, disse.
A candidata do PSD/Açores a presidente do governo sublinhou que os cortes na despesa com os cargos políticos vão permitir aumentar o complemento regional de pensão, o apoio à aquisição de medicamentos e o complemento regional de abono de família.
O Plano Social de Salvaguarda prevê também a criação de um subsídio de insularidade de cinco por cento do vencimento base dos trabalhadores privados que auferem salário mensal até dois mil euros, o que vai permitir “aliviar a carga fiscal” para os trabalhadores penalizados com o acréscimo de sete por cento na contribuição para a segurança social.
“Com este instrumento vamos devolver aos trabalhadores parte significativa do valor que as medidas de austeridade previstas pelo governo do PSD/CDS-PP lhes iria retirar”, afirmou Berta Cabral.