Cerca de 6 milhões de euros, é quanto vai custar o novo matadouro da Ilha do Faial. O projecto foi apresentado ontem, na Horta.
O novo matadouro ficará localizado na Zona Industrial, num terreno cedido pela autarquia local, com cerca de 8.827m2. O prazo de execução da obra é de 12 meses.
De acordo com o projecto, a infra-estrutura estará equipado com uma abegoaria, uma sala de abate, uma sala de desmancha e bloco frigorífico.
Este é, de acordo com o secretário regional da Agricultura e Florestas, uma “estrutura moderna” capaz de dar resposta às necessidades actuais do mercado.
Na sessão de apresentação deste projecto, Noé Rodrigues esclareceu que a decisão de construir este novo matadouro surgiu no sentido de dotar a ilha de “uma estrutura de abate em condições e de dar resposta aos desafios do mercado”.
O secretário reconhece que o actual matadouro está longe de dar resposta às necessidades que o mercado apresenta, na medida em que “foi construído numa perspectiva de satisfazer as necessidades locais de carne para o consumo público” e não previa a potenciação da produção de carne para exportação.
Noé Rodrigues considera que, para além do actual matadouro não dar resposta à vertente de exportação, tem também outros “estrangulamentos” no que à sua operacionalidade diz respeito, uma vez que não possui capacidade suficiente de frio nem tem, tão pouco, uma sala de desmancha.
Nas actuais condições, “o matadouro do Faial apresenta custos logísticos mais elevados do que os que seriam desejáveis numa estrutura destas”, explica o secretário.
A decisão de construir um matadouro de raiz sobrepõe-se à de remodelar o existente por uma questão de custos. Ou seja, construir um matadouro novo, obra orçada em 6 milhões de euros, custa apenas mais 500 mil euros do que reestruturar o existente.
Na ocasião o governante explicou um estudo efectuado à capacidade do matadouro e à eventual necessidade de reestruturação, concluiu que “o custo da sua modificação e da sua reestruturação teria um custo inferior à construção de um novo matadouro de cerca de 500 mil euros”, por isso o executivo regional optou pela construção de uma nova infra-estrutura.
Noé Rodrigues destacou ainda o papel que a Câmara Municipal da Horta (CMH) teve um papel no processo da construção do novo matadouro: “desde a primeira hora que a autarquia se mostrou disponível para nos apoiar neste processo e fê-lo com a disponibilização de um terreno na zona industrial”, referiu.
Este entendimento protocolar entre a edilidade faialense e o Governo Regional estabelece que a CMH cede ao Executivo os terrenos para a construção do novo matadouro e em contrapartida, logo que a obra fique concluída, o actual matadouro passa para o domínio camarário.