Foi com a sala do Angústias Atlético Clube cheia que João Decq Motta apelou ao voto de todos os faialenses na CDU no próximo dia 14 de Outubro.
Naquele que foi o jantar comício dos comunistas faialenses, acompanhado de Aníbal Pires e Jerónimo de Sousa, João Decq Motta relembrou que, votar no PSD ou no CDS é aprovar a política da troika mas, votar no PS é também premiar a má governação.
“A única alternativa, afirmou o candidato é dar mais força à CDU” – afirmou João Decq Motta dizendo ainda que “queremos defender todos os que vivem do seu trabalho. A CDU concorre por medidas, por causas e estamos certos de que teremos um contributo a dar na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, para que sejam conseguidas alternativas para o Faial.”
O primeiro candidato da CDU Açores, Aníbal Pires, na sua intervenção, criticou a líder do PSD Açores que, na ânsia de descolar do Governo de Passos Coelho e Paulo Portas, quase parece andar a pedir desculpa por ser do PSD e por ter andado a pedir o voto dos açorianos para Passos Coelho. Aníbal Pires desafiou Berta Cabral a demitir-se dos cargos nacionais que ocupa no PSD. “Se está contra a política de Passos Coelho, demita-se! Só assim essas palavras terão algum significado!”
Aníbal Pires afirmou ainda que é necessário recuperar o presente e vencer a terrível crise que, no imediato, afecta o nosso arquipélago, e recordou as 11 medidas de emergência que a CDU propõe aos eleitores e que visam recuperar o rendimento das famílias. “Este sim, afirmou o candidato da CDU, é o único rumo possível para sairmos da crise.”
Jerónimo de Sousa, por sua vez, denunciou a demagogia de PS, PSD e CDS, que, no seu entender, “pretendem ganhar os votos dos açorianos, prometendo aquilo que o Pacto com o FMI que os próprios assinaram, não lhes permite fazer. Enquanto o Pacto não for derrotado, todas as promessas são vãs.”
O Secretário-geral do PCP, destacou ainda a importância da luta dos portugueses, que já forçou o governo a recuar nas alterações à TSU e que demonstra o crescente isolamento do Governo de Passos Coelho. A jornada de luta que decorreu ontem em Lisboa, e em que centenas de milhares de portugueses manifestaram o seu descontentamento, foi mais uma significativa prova desse isolamento.