Os candidatos da Plataforma de Cidadania pelo círculo do Faial às eleições de domingo estiveram, na tarde de quarta-feira, de visita à nossa redacção, na sequência de um périplo que entenderam fazer pelos orgãos de comunicação social local.
Ao contrário dos restantes partidos, a Plataforma de Cidadania optou por fazer campanha porta a porta ao invés dos grandes comícios.
O balanço, de acordo com José Manuel Braia Ferreira, é positivo, e “a perpetuação do poder decisor por restrictos grupos partidários, apelidados do “arco governativo”, onde emergem estranhos conflictos de interesse não assumidos por muitos deputados, as práticas mais que suspeitas de corrupção algumas delas ligadas ao financiamento partidário, a imposição da disciplina de voto em questões sensíveis, os estigmas ideológicos “direita-esquerda” que se confrontam nessas decisões sem contemplarem o verdadeiro interesse nacional, a impessoalidade, o desconhecimento e a desresponsabilização dos candidatos das listas de cada círculo eleitoral e os exemplos de possível tráfico de influências de muitos ex-governantes e deputados que hoje trabalham para empresas com interesses antagónicos aos do Estado e com as quais tiveram que lidar, levaram a classe e o modelo político ao descrédito e, consequentemente, ao alheamento do cidadão da causa pública”, levam-nos a apostar neste projecto, até porque “nada há a perder em experimentar este projecto, que pode bem ser que um novo alento seja dado no sentido de aproximar de novo a cidadania da política e colocá-la efectivamente no centro das decisões.”
Braia Ferreira disse ainda que “é certo e infelizmente que nestas eleições ainda se trata de um enfrentamento de mandatos entre as demais forças políticas e este novo movimento que, por questões legais e como é do conhecimento geral, teve que se agregar a duas forças políticas para poder concorrer. No entanto, pretende-se que, no futuro, este movimento de cidadãos, que nunca será mais um novo partido, possa apresentar-se a votos de forma totalmente independente e contribuir para um modelo complementar ao existente.”