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25
outubro

Cáritas/Faial promove workshop sobre voluntariado corporativo

Escrito por  Marla Pinheiro
Publicado em Local
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Em tempos de crise, o voluntariado é cada vez mais importante para minimizar as consequências deste cenário na vida das pessoas. Foi com essa ideia em mente que a Cáritas/Faial organizou esta manhã, na Biblioteca Pública da Horta, um workshop sobre voluntariado corporativo, que contou com a presença de Joaquim Caetano, que veio falar da experiência da Fundação Montepio.


Luís Paulo Garcia, responsável pela Cáritas/Faial, entende que “o voluntariado corporativo começa a assumir alguma dimensão na nossa sociedade”, mostrando que “as empresas podem fazer várias coisas pela sua comunidade”. Nesse sentido, este workshop teve por objectivo perceber de que forma se podem “construir pontes” através das quais as empresas faialenses possam chegar “às pessoas que actualmente estão numa situação financeira difícil”.

O responsável explica que a Cáritas/Faial tem reunido o apoio de algumas empresas, mas entende que há ainda caminho a percorrer no sentido de apelar a todo o tecido empresarial, especialmente às micro-empresas, para que se tornem sensíveis à “situação difícil em que vivem algumas famílias, para que se possam criar apoios para essas pessoas”.

Na apresentação deste workshop, Luís Paulo Garcia salientou que esta é “a altura da solidariedade de todos para com todos”. O responsável da Cáritas manifestou, por isso, alguma “mágoa, face a determinadas ausências neste workshop, lamentando não ter existido uma maior participação das Casas do Povo, instituições privilegiadas, na sua óptica, no contacto com os idosos, grupo etário especialmente sensível a este tempo de dificuldades. Na ocasião, Luís Paulo desafiou os presentes com funções parlamentares para trabalharem na Assembleia Regional em prol de melhores apoios sociais e pediu ao presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH) uma redução do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).

Em resposta, João Castro explicou que a autarquia faialense já tem “o mais baixo IMI permitido por lei”, reconhecendo que “não estamos em altura de aumentar a carga fiscal”. Referindo-se ao voluntariado como um factor “determinante” para enfrentar as dificuldades dos tempos actuais, o autarca referiu que a CMH tem estado “centrada nas questões sociais” contando para isso “com muitas parcerias”. Neste aspecto, reconhece, há ainda muito a fazer, no sentido de “chegar de forma desburocratizada, simples e justa a quem precisa”.

Em destaque neste workshop esteve Joaquim Caetano, que veio falar da experiência do Montepio em acções de voluntariado empresarial. O orador alertou aos presentes para a componente “humana” do voluntariado, frisando que este não está relacionado com política ou com religião.

Quanto ao voluntariado corporativo, explicou que o mesmo se caracteriza pela disponibilidade de um empresa e dos seus colaboradores, por iniciativa do seu responsável, para trabalhar de forma gratuita em prol da comunidade.

 

 

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