A Comissão Coordenadora da CGTP-IN/Açores esteve reunida na passada terça-feira, na Horta, para analisar a situação político-sindical e delinear a resposta sindical na Região.
O encontro serviu também para eleger o novo coordenador da estrutura sindical nos Açores, após a ex-coordenadora, Graça Silva, ter sido eleita deputada regional pelo PS. A escolha recaiu sobre Vítor Silva, que, no final da reunião apresentou à comunicação social as conclusões deste encontro, começando por saudar os trabalhadores que aderiram à greve geral de 14 de Novembro.
Falando da proposta de Orçamento de Estado para 2013, que será votada no próximo dia 27, o sindicalista entende que este é “um autêntico saque aos trabalhadores, aos reformados e pensionistas e à generalidade dos portugueses”. No seu entender, as novas medidas terão “um impacto mais profundo nos Açores”, tendo em conta a “fragilidade do seu tecido empresarial e as suas características de região ultraperiférica”.
O coordenador considera que “o vertiginoso aumento do IRS”, que se traduz numa redução dos rendimentos superior à verificada em 2012, através “do roubo de alguns milhões de euros nos salários, nas pensões e nas reformas, em cortes no subsídio de desemprego, no subsídio de doença e noutras prestações sociais”, vai conduzir à “degradação e encarecimentos dos serviços públicos prestados às populações”.
A CGTP-IN/Açores “considera inaceitável o corte de 50% no valor das horas extraordinárias; a desregulamentação dos horários e os bancos de horas, individual ou grupal, para obrigar o trabalhador a trabalhar até 12 horas por dias e 60 horas em cada semana”.
Perante este quadro, a CGTP-IN/Açores, vai realizar várias iniciativas “com contornos a definir no âmbito de cada união”, para a primeira quinzena de Dezembro, revelou.
Esta reunião serviu também para finalizar um ante-projecto de caderno reivindicativo para os trabalhadores açorianos para 2013, tendo em conta que, no entender desta estrutura sindical, é “fundamental o reforço da sindicalização e da organização sindical” como factor essencial no êxito das acções reivindicativas levadas a cabo e como resposta aos problemas e da luta organizada.