Foi o deputado Luís Garcia quem, em plenário disse que, “o mar acrescenta valor aos Açores, e é seguramente um desafio com futuro, pelo que tem de ser definido um modelo de desenvolvimento que, de forma estruturada, seja capaz de responder a esses desafios".
Na intervenção que fez na sequência da apresentação do programa de governo relativo aos recursos naturais, o social-democrata afirmou que "no domínio do mar, temos de fazer mais do que discursos proclamatórios e mais do que planos e programas. Temos de passar à prática. Agir. Avançar. Dar passos seguros e consensualizados com a sociedade açoriana", afirmou o deputado, para quem "defender o nosso mar, é defender a nossa autonomia".
Garcia criticou o programa apresentado, uma vez que, no seu entender, o programa “não me parece que seja um passo dado no sentido certo, e até é algo contraditório para quem tanto proclamou a bandeira do mar em período eleitoral, não lhe ter dado a devida relevância em termos da orgânica governativa".
O parlamentar defendeu um incentivo e dinamização da nova e emergente economia do mar, bem como da criação de um parque tecnológico ligado às atividades relacionadas com o mar.
"Os Açores podem nesta área transformar-se numa referência internacional, especialmente se a relação com o mar for gerida e encarada numa perspetiva holística que inclui ambiente, ordenamento do território, transportes, energia, turismo, náutica de recreio, desportos náuticos, construção e reparação naval, pescas, aquacultura, conservação e transformação do pescado, biotecnologias, tecnologias marinhas, investigação científica e até a exploração de minérios e outros recursos existentes na nossa plataforma marítima", concluiu.