Dos 37 lotes que o Parque Empresarial da Horta tem prontos para venda, apenas 10 foram já atribuídos mediante a celebração de contratos-promessa entre a Urbhorta, empresa municipal responsável pela gestão do Parque, e os empresários interessados. A informação foi deixada pelo presidente do Conselho de Administração da Urbhorta na última reunião da Câmara Municipal da Horta (CMH), que decorreu na tarde de ontem, nos Flamengos.
Em apreciação na reunião estava o Orçamento Rectificativo da Urbhorta para 2012. A necessidade de readequar o orçamento da empresa municipal foi explicada à vereação pelo presidente do Conselho de Administração, que referiu que parte da receita expectável para este ano não se verificou. Orlando Rosa explicou que a Urbhorta pretendia avançar com um projecto na área da habitação social que não se concretizou, por falta de interesse dos possíveis parceiros do sector privado, o que fez diminuir as receitas previstas. Além disso, o atraso na asfaltagem do arruamento do Parque Empresarial impediu que a venda de lotes naquele local acontecesse no tempo previsto, o que também foi um factor inviabilizador de receita prevista.
Dois dos dez lotes que já têm comprador estão prontos para que sejam celebradas as escrituras. Suzete Amaro, que substituiu Paulo Oliveira na vereação social-democrata, quis saber se existia procura para os restantes lotes. O presidente da Urbhorta reconhece que, na actual conjuntura, será mais difícil comercializá-los. Lembrando que o arranque do projecto do Parque Empresarial se fez num cenário mais desafogado que o actual, Orlando Rosa não deixa, no entanto, de estar optimista. “É importante que a partir de agora se promova o Parque”, referiu.
Por sua vez, o presidente da CMH, lembrou que foi recentemente feita uma alteração ao regulamento de alienação dos lotes, permitindo que os interessados os comprem a prestações directamente à Urbhorta, com uma taxa de spread equiparada à que a banca aplicou à empresa municipal. João Castro espera que surjam interessados no Parque Empresarial até porque, como lembrou, é ainda possível fazer crescer mais aquele espaço.
Suzete Amaro quis também saber pormenores sobre o projecto na área da habituação social referido por Orlando Rosa. O presidente da Urbhorta explicou que a empresa pretendia apoiar a reabilitação urbana na cidade da Horta comprometendo-se com os interessados em recuperar imóveis para criação de apartamentos em adquirir parte desses apartamentos. Estes seriam depois utilizados para habitação social. No entanto, segundo o responsável, “não houve, da parte dos privados, interesse” neste projecto.
Dinamizar a ligação entre o Faial e as comunidades brasileiras de origem açoriana
O presidente da CMH trouxe à reunião um voto de saudação pela chegada dos primeiros açorianos ao estado brasileiro do Rio Grande do Sul. Recentemente, João Castro esteve no Brasil para assinalar a geminação entre as cidades da Horta e Porto Alegre, integrado numa embaixada cultural açoriana de que fizeram parte também o navegador Genuíno Madruga, Joana Freitas, autora da fotobiografia de Manuel de Arriaga, e a Sociedade Filarmónica Unânime Praiense.
João Castro referiu que “há um anseio por parte das nossas comunidades no Rio Grande do Sul pela cultura açoriana e pelo retomar de ligações com os Açores”. A este respeito, o vereador social-democrata Fernando Guerra sugeriu que a autarquia utilize os seus recursos humanos na área do Turismo para criar um produto turístico associado a esta ligação que traga pessoas do Rio Grande do Sul ao Faial.
Presentes no Concelho nos Flamengos
Esta reunião decorreu nos Flamengos pelo facto desta freguesia ter acolhido durante a semana o projecto Presentes no Concelho. No arranque da reunião, o presidente da Junta de Freguesia anfitriã quis saudar esta iniciativa camarária que, até Junho de 2013, vai passar por todas as freguesias da ilha. “Em boa hora a CMH lançou este desafio a si própria”, disse Carlos Rita, salientando a proximidade que o projecto permite a munícipes que vivem mais afastados da cidade.