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28
novembro

Fórum Cidadãos Ativos e Solidários: “Devemos valorizar não só as necessidades, mas também as expectativas das pessoas”

Escrito por  Mónica Pimentel
Publicado em Local
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Teve lugar na passada quarta-feira, dia 28, no Teatro Faialense um fórum intitulado “Cidadãos Ativos e Solidários”, inserido no Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações. Esta iniciativa teve o apoio da Câmara Municipal da Horta, do Governo Regional dos Açores, da Hortaludus e do Faial Resort Hotel.

Na conferência de abertura, o vice-presidente da Câmara Municipal da Horta descreveu as várias iniciativas que esta instituição tem desenvolvido no âmbito do Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações, que servem “não só para trocar experiências e histórias de vida, mas também cruzar diferentes gerações de pessoas, enriquecendo tanto os mais novos como os mais velhos”. Uma dessas iniciativas foi “a realização de 19 encontros intergeracionais entre alunos da Escola Básica e Integrada da Horta, do grupo de teatro da Escola Secundária Manuel de Arriaga, da Escola Profissional da Horta e idosos dos centros de convívio da ilha”, lembrou o vice-presidente.

 José Leonardo Silva afirmou que a Câmara Municipal tem como objectivo “continuar a contribuir para uma convivência em sociedade mais humana, mais humanizada e mais participada”, salientando que “este fórum poderá trazer concretização e elucidação” dos nossos conhecimentos nesta área.

Maria de Jesus Oliveira, representante da secretária regional da solidariedade social, afirmou que “é necessária a promoção do envelhecimento activo, para uma melhor qualidade de vida”. Lembrando que é preciso abrir mentalidades e pensar nos idosos como “uma mais-valia”, onde é possível “continuarem a desempenhar um papel na sociedade”. Para Maria de Jesus Oliveira, “este fórum constituirá um lugar de enriquecimento de todos”.

O painel da manhã esteve a cargo de Maria de Lourdes Quaresma e de Ana Alexandre Fernandes. Da tarde, as apresentações estiveram a cargo de Maria de Lourdes Quaresma tendo como tema “O papel da Comunidade e das instituições no Envelhecimento Ativo e na Solidariedade entre Gerações” e Sandra Silveira e Silva com uma apresentação subordinada às respostas no apoio à população idosa. No final da tarde, ainda houve uma apresentação de Sandro Jorge intitulada “Cidade amiga das pessoas idosas”, seguida de uma partilha sobre as experiências das actividades intergeracionais.

Ana Fernandes, em declarações ao Tribuna das Ilhas referiu que “este fórum é importante porque vai mexer com as consciências de todos nós”, e é necessário “ir em conjunto, reflectir e pensar em soluções”. Essas soluções passam por “analisar o que tem sido feito de bom, tentar traduzir isso em linhas de orientação política e devolvê-las à sociedade”, disse a oradora, realçando que “avaliar as boas práticas é fundamental para se construir um futuro melhor”.

Para Maria de Lourdes Quaresma a importância deste fórum passa pela possibilidade de “partilhar conhecimentos, experiências e dar visibilidade a toda esta problemática”.

Na primeira apresentação de Maria de Lourdes Quaresma, “Um olhar intersectorial sobre o processo de envelhecimento”, a oradora sensibilizou a plateia para a questão do envelhecimento como uma questão civilizacional, explicando que envelhecemos devido à evolução das condições de vida e à evolução do conhecimento e da tecnologia o que proporciona um aumento na esperança média de vida. Isto consiste numa evolução demográfica que tende a provocar alterações na estrutura e cultura familiar, provocando uma “tendência para a autonomia de gerações”. Desta forma, o “envelhecimento é uma conquista civilizacional”, onde as pessoas “têm o direito de envelhecer com dignidade e segurança”, para tal, “tem que haver equilíbrio entre a responsabilidade individual e a responsabilidade colectiva, sem isso não haverá um bom envelhecimento”, afirmou Maria de Lourdes Quaresma.

A segunda apresentação teve como tema “O papel da comunidade e das instituições no envelhecimento ativo e na solidariedade entre gerações”. Na opinião da oradora “as instituições devem conhecer melhor a realidade e devem ter ferramentas de conhecimento da realidade para poderem ter uma relação efectiva e para terem uma acção eficaz”, lembrando que é preciso ir de encontro “não só as necessidades, mas também às próprias expectativas das pessoas”. Maria de Lourdes Quaresma valorizou as expectativas das pessoas, “devemos ir à procura que as pessoas primam as suas expectativas, os seus desejos, de maneira a dizer eu sou e não eu fui, para que as pessoas possam ter as suas próprias expectativas para o futuro”, disse.

Os desafios para um envelhecimento activo e para a intergeracionalidade, segundo Ana Fernandes são as dificuldades relativamente aos mais velhos conseguirem “criar uma carreira que seja mais longa em termos de participação e integração a todos os níveis”. Outro desafio é o caso da vulnerabilidade associada ao envelhecimento, visto que “não há recursos suficientes”. Ana Fernandes afirmou que “as pessoas, muitas vezes, estão entregues a si próprias”, salientando a importância dos apoios e das ajudas que estas pessoas necessitam. Para além disto, há a necessidade de “minimizar” os recursos financeiros que “ainda são elevados relativamente a esses apoios e a essas necessidades que os mais velhos vão sentindo”.

Para Maria de Lourdes Quaresma, torna-se importante sensibilizar a comunidade para a valorização dos mais velhos, aumentando as oportunidades de participação, acabando com os preconceitos e medos. “É preciso valorizar os saberes que as pessoas têm, que acumularam ao longo da vida, mas também é preciso que essas pessoas tenham acesso aos novos conhecimentos, pois envelhecer é uma busca de sentido”, de forma, a que haja “uma interligação entre os conhecimentos novos e os conhecimentos velhos”, lembrou.

Esta oradora ainda salientou o facto da solidariedade intergeracional passar pela partilha do conhecimento e pela partilha dos recursos, cortando barreiras pois as “pessoas que estão mais velhas, com idades diferentes têm que ser reconhecidas com valor”. Como tal, é necessário trabalhar mais neste âmbito “para que haja um maior equilíbrio, um maior acesso ao conhecimento entre as várias gerações”, disse.

 

 

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