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08
janeiro

Empresários faialenses preocupados com estacionamento na cidade depois da reabilitação da Frente de Mar

Escrito por  Marla Pinheiro
Publicado em Local

Na noite da passada segunda-feira a Câmara do Comércio e Indústria da Horta (CCIH) organizou no auditório do Teatro Faialense uma sessão de apresentação sobre o projeto de requalificação da Frente de Mar da cidade, destinada aos empresários faialenses. O objectivo era refletir sobre o que deverá ser o projeto, de modo a potenciar sugestões antes do fim do prazo de consulta pública, no dia 9. As principais preocupações dos empresários focaram os problemas de estacionamento na cidade e a dinâmica do comércio tradicional, numa sessão marcada pela fraca participação.


Não chegou às duas dezenas o número de empresários que quiseram ouvir o presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH) explicar os objectivos e a área de intervenção do projeto de requalificação da Frente de Mar da Horta. João Castro esteve presente nesta iniciativa da CCIH, que visou potenciar a reflexão dos empresários sobre as mudanças que se avizinham na cidade, como explicou Humberto Goulart, presidente da CCIH.

O projeto deverá custar cerca de 200 mil euros e será adjudicado à empresa que melhor souber adequar os termos de referência que sairão deste período de consulta pública. Sem adiantar datas, João Castro explicou que a CMH “pretende ter algo de palpável dentro de um ano”. O projeto não deverá, portanto, ficar concluído antes das eleições autárquicas de outubro.

Uma das principais preocupações dos empresários é a necessidade de encontrar alternativas de estacionamento à Avenida 25 de Abril. Tomás Duarte disse recear “que os carros tomem conta da cidade” e Lúcio Rodrigues chamou a atenção para a necessidade de cuidado no eventual encerramento de algumas ruas ao trânsito. Ilídio Silva também se mostrou preocupado com o trânsito na Horta, lembrando que há alguns problemas que não podem esperar pela requalificação, uma vez que, neste momento, o porto e o aeroporto estão separados pela cidade, o que tem grande impacto no turismo. Para este empresário, neste momento é “incomportável” encerrar a Avenida ao trânsito durante a Semana do Mar.

Os empresários reconhecem que, em matéria de hábitos, os faialenses gostam de “levar o carro até à cama”, pelo que vêem com apreensão a possibilidade de se criarem bolsas de estacionamento nos extremos da cidade. Carlos Morais reconhece que “o trânsito está afunilado na Avenida” mas, alerta, sem bolsas de estacionamento em condições as pessoas não vão querer visitar o comércio tradicional.

O debate acabou por centrar-se nas questões de trânsito, com empresários e autarquia a reflectirem sobre várias soluções, como a proibição de estacionar em certos troços da Avenida, a criação de silos que permitam estacionamento em altura, o estacionamento pago ou a criação de parques temporários.

A nova Frente de Mar deverá permitir que a cidade tire melhor partido da sua ligação com o mar. Os empresários alertam, no entanto, para a necessidade de criar um espaço amigo do comércio tradicional, que compreenda coisas tão simples como passeios junto ao casario voltado para o mar, que permita mais visibilidade aos espaços comerciais que aí venha a ser instalados, bem como a criação de esplanadas. 

Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 11.01.2013 ou subscreva a assinatura digital do seu semanário



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