Quando a minha filha aos 3 anos chegou a casa e me disse “mãe o papel é para levar para a escola para o nosso papelão”, confesso que fiquei boquiaberta, mas ao mesmo tempo muito satisfeita, mas o meu espanto maior foi quando, ao ver-me preparar o jantar me deu uma autêntica lição de moral:
“Mãe as cascas das batatas e das cenourinhas são para o compostor, mas atenção, a minhoca do compostor não gosta de casca de cebolas”.
Fiquei atónita e percebi que afinal o projecto Eco-escolas é mais do que ensinar as crianças a cuidar, gostar e preservar o meio ambiente, é levar uma mensagem muito mais além porque estas mesmas crianças, que desde tenra idade começam a despertar para estas problemáticas, ensinam os pais, os avõs, os tios, enfim toda a família a olharem com outros olhos para o meio ambiente.
Isto tudo a propósito do IX Encontro Regional de Educação Ambiental e Eco-escolas que decorreu na passada semana na ilha do Faial e que junto mais de uma centena de pessoas ligadas a estas problemáticas.
Leia o resto desta reportagem na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 30 de Abril de 2010