Decorreu ontem, dia 14 de janeiro, pelas 17h30, no salão nobre da Câmara Municipal da Horta a apresentação pública dos termos de referência do projeto de requalificação da Frente Mar.
Ao que foi revelado, o concurso irá ter duas fases. A primeira fase diz respeito à candidatura das equipas e, de acordo com CMH, as equipas terão que ter um economista, um especialista na área dos transportes e arquitetos com formação ou experiência em património, sendo que é “fundamental que a equipa técnica desenvolva uma articulação com a câmara”.
Na segunda fase, ao escolher a equipa técnica que mais se adapte à requalificação é importante ter em conta que “as propostas têm que ir de encontro ao plano de urbanização”, referiu a equipa de arquitetos do município da Horta. Recorde-se que a área de intervenção será de 23 hectares constituídos pela frente marginal, ruas transversais e todos os edifícios com frente para a avenida.
Um dos objetivos desta requalificação relaciona-se com a regeneração do centro histórico da cidade, o que irá proporcionar mais qualidade de vida, mais comércio e a preservação do património edificado, o que irá proporcionar mais turismo. Desta forma, e de acordo com a CMH “todo o espaço tem que ser pensado como um espaço único”, tendo como principal interesse “revitalizar o centro histórico”, não esquecendo o enquadramento no Monte da Espalamaca e no Monte da Guia que deve ser valorizado.
Uma das principais preocupações das equipas a concurso é a articulação do porto com a cidade, uma vez que o porto “faz parte da imagem da cidade”.
Relativamente às próximas etapas, no próximo dia 17 será a publicação do concurso no jornal oficial, 44 dias depois será a qualificação dos candidatos e 48 dias depois da publicação no jornal oficial haverá uma resposta do júri. Depois da resposta do júri, as equipas têm três meses para fazer a sua proposta. Os critérios de seleção da CMH incidem na qualidade técnica da paisagem que tem um peso de 60%, onde serão avaliados fatores como a originalidade, inovação e atratividade. Os outros 40% dizem respeito à exequibilidade.
No final da apresentação pública dos termos de referência do projeto de requalificação da Frente Mar, João Castro salientou que “todas as preocupações manifestadas na fase inicial foram contempladas”.