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17
janeiro

Radionaval da Horta provoca troca de galhardetes entre Lúcio Rodrigues e Costa Pereira

Escrito por  Marla Pinheiro
Publicado em Local

O encerramento da Estação Radionaval da Horta (ERNH) aqueceu a manhã desta quinta-feira na ALRAA, com um voto de protesto do BE. Para Zuraida Soares, este encerramento é um exemplo do “esvaziamento económico e demográfico de várias ilhas”, sendo que “nenhuma razão técnica obrigava a esta deslocalização”, provocada, entende, por uma “lógica economicista”. A bloquista condena mais esta perca, que considera lesiva para a “já frágil economia” do Faial.

Da bancada laranja, Jorge Costa Pereira associou-se ao voto, considerando no entanto que este peca por “omitir as responsabilidades do Governo Regional” neste encerramento. Costa Pereira lembrou o acordo entre o Governo Regional de Carlos César e o Governo da República de Sócrates, que remonta a 2009, quando o Executivo açoriano cedeu uma parcela de terreno em Santana, ilha de São Miguel, ao Ministério da Defesa, em troca de alguns imóveis, entre os quais parte das infraestruturas da ERNH. O deputado criticou o PS/Açores por ter estado ao lado do encerramento quando o Governo da República era socialista, vindo agora tomar uma posição diferente. Igual posição foi defendida por Artur Lima, do CDS, que apelidou este PS de “dual”, e por Aníbal Pires, do PCP, que acusou o Governo Regional de ter sido um “cúmplice ativo” neste encerramento.

Da bancada socialista, Lúcio Rodrigues reconheceu o duro golpe que este encerramento representa para o Faial, acusando no entanto Costa Pereira de “sacudir a água do capote”, ao incutir responsabilidades ao Governo Regional. O deputado criticou os social-democratas faialenses por, em vésperas de legislativas nacionais, terem apontado o dedo aos deputados socialistas açorianos na República, prometendo uma intervenção da agora eleita deputada laranja Lídia Bulcão na defesa da ERNH. Sobre a ação do Governo Regional, Rodrigues considera que o acordo com a República permitiu salvaguardar as instalações agora deixadas vagas pela Marinha.

O voto de protesto foi aprovado por maioria, com a associação de todos os partidos à exceção do PPM, com Paulo Estevão a votar contra por não entender o objeto do protesto.

 

 

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