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28
janeiro

João Bettencourt: “Exigimos respeito pela Lei de Finanças Regionais e pelo nosso Estatuto Político-Administrativo”

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Local

João Bettencourt foi um dos faialenses que se fez ouvir no XV Congresso do PS/Açores, que decorreu este fim-de-semana, na Horta. O atual diretor regional do Turismo reclamou a defesa da autonomia, da Lei de Finanças Regionais e do Estatuto Político dos Açores.

Bettencourt iniciou a sua intervenção afirmando que os congressos do PS se têm revelado locais onde os seus militantes se podem manifestar livremente, “sem constrangimentos”, e onde “transmitem as suas opiniões, contribuindo ativamente nas linhas de orientação do partido”.

Esta é, no seu entender, a forma de agir do partido: “é assim que o PS atua, ouvindo a sociedade, sentindo os seus problemas, construindo o seu programa, sempre assente na precursão do bem comum de todos os açorianos sem quaisquer excepções”.

Para Bettencourt, esta é uma realidade que os socialistas açorianos adquiram em 1996, quando Carlos César assumiu a presidência do Governo Regional: “foi a partir desta data que os açorianos conheceram o verdadeiro significado da palavra autonomia”, disse.

O socialista afirmou o “orgulho no nosso passado”, acreditando, no entanto, na “renovação”. “Temos esperança no progresso da nossa Região, temos confiança no futuro da nossa autonomia”, disse, considerando que a moção de orientação da política global do partido transmite essa confiança “num partido que promove a participação cívica com suporte às decisões estratégicas” e “coloca os interesses dos Açores e dos açorianos em primeiro lugar”.

João Bettencourt fez questão de salientar que “o PS é o garante das políticas sociais onde os cidadãos são respeitados” ao contrário do que se assiste na República, “onde largas dezenas de famílias vivem em situação de precariedade, sem esperança num futuro melhor e subjugadas a uma ditadura económica sem precedentes no nosso país”. “Este é o momento em que devemos assumir o nosso património histórico de esquerda sem vergonha de sermos de esquerda e sem vergonha de sermos socialistas”, afirmou.

A terminar e referindo-se à situação de crise que o país atravessa, João Bettencourt disse ter consciência de que há consequências que os Açores não podem evitar, considerando que é aí que o PS tem de atuar, centrando as prioridades de investimento na “promoção das condições de vida dos cidadãos, em particular dos mais vulneráveis, amenizando desta forma as consequências violentíssimas impostas pelo Governo da República”.

Para Bettencourt o desenvolvimento dos Açores passa pelo envolvimento de todos os açorianos, do Governo Regional, das autarquias e da sociedade civil: “só assim com a colaboração de todos conseguiremos vencer os desafios que surgiram nos próximos tempos” disse.

A defesa da autonomia, da Lei de Finanças Regionais e do Estatuto Político-Administrativo da Região são, para Bettencourt, prioridades. Neste sentido, deixou o aviso: “não permitimos quaisquer interferências na gestão política interna da nossa Região, ou imposições que descuram as nossas realidades sociais e geográficas. O ordenamento do território e a gestão dos nossos recursos naturais, do nosso Mar, são matérias que competem a nós, açorianos, decidir e gerir, através dos nossos órgãos de Governo próprio”.



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