O Boletim “Ecos da Praia”, da paróquia de Nossa Senhora da Graça na Praia do Almoxarife, comemorou no passado dia 29 de janeiro o seu 20 aniversário, data que assinalou ontem, quinta-feira, com um Sarau Músico-Literário. Este sarau decorreu na Igreja de Nossa Senhora da Graça e integrou o programa do Voto Camarário em Honra do Senhor Santo Cristo que se realiza hoje, 1 de fevereiro. O sarau, organizado pela equipa redatorial do boletim, contou com as intervenções de Rui Gonçalves, Diretor do jornal Incentivo e de Hélia Dias, antiga redatora do boletim e que esteve relacionada com o mesmo durante 18 anos e que falaram sobre o passado do “Ecos da Praia”, sobre a importância dos boletins e a ponte que são entre a Igreja e a Comunidade. No mesmo dia foi lançada uma edição especial comemorativa do boletim. O Boletim Ecos da Praia foi publicado pela primeira vez a 29 de janeiro de 1993, numa iniciativa do então pároco Cónego José Garcia. Ao longo dos vinte anos de publicação, foram publicados mais de 500 números, inicialmente com uma periodicidade semanal e atualmente quinzenal. Além do fundador, já foram diretores do Boletim o Pe. Raimundo Bulcão, Pe. Hélder Miranda Alexandre, Pe. Davide Barcelos, Pe. Marco Luciano e atualmente é liderado pelo Pe. Francisco Xavier. O Ecos da Praia chega a cerca de 150 famílias praienses pela mão de uma equipa de distribuidores de paroquianos e tem uma equipa redatorial composta por dois elementos, são eles Leonarda Dias e Lina Magalhães. Como outro qualquer boletim, o Ecos da Praia tem como missão ser um elo de ligação entre a paróquia e a comunidade da Praia do Almoxarife e além de retratar as atividades desenvolvidas, tem um papel evangelizador e de educação cristã. Tribuna das Ilhas esteve à conversa com o Padre Francisco Xavier, que assume as funções de diretor do “Ecos da Praia” há cinco anos a esta parte. A este semanário diz que “levar por diante um projeto destes durante tanto tempo requer dedicação e boa vontade, quer dos paroquianos que pagam a assinatura do boletim, quer da equipa redatorial, quer dos antigos diretores”.
No entender do pároco da freguesia da Praia do Almoxarife “a missão deste boletim, que é diferente de um jornal na medida em que foca a sua atuação nas notícias locais, passa por ser um elo de ligação entre a paróquia e os seus paroquianos. É quase como que o porta voz de quem está à frente da paróquia e que pretende ainda, manter a paróquia em sintonia com os seus paroquianos e com as estruturas da mesma”.
“Sendo um elo de ligação entre a Igreja e os seus paroquianos, e não só, através do “Ecos da Praia” já foi possível dar azo a algumas iniciativas e necessidades da freguesia, como seja na altura do sismo em que se faziam apelos no boletim à participação e apoio a famílias mais fragilizadas” - afirma o Pe. Francisco Xavier. Para além disso, e conforme nos disse o diretor do Ecos, “o boletim é também um registo histórico dos acontecimentos que se vão passando na paróquia, desde nascimentos, batizados, óbitos, casamentos ou sacramentos e festividades da Praia do Almoxarife”. Sobre as perspetivas de futuro para o Ecos da Praia, que apresentou neste aniversário, conforme já referimos, uma edição especial, com 8 páginas com entrevistas aos anteriores diretores, o Padre Francisco Xavier diz que “gostava que continuasse como boletim e que não se transformasse em jornal, pois só assim cumpre a sua missão de ser a voz de uma comunidade. Em segundo lugar, espero que consigamos continuar a ter bons redatores e colaboradores”. Um aspeto particular a ter em conta, relata o diretor do Ecos, é o facto das atuais redatoras serem pessoas bastante jovens e já integradas na vida da paróquia. “Isto revela que os jovens estão mais próximos da fé” - adianta o pároco que diz ainda que “a crise abala todos as dimensões da nossa vida, desde profissional, pessoal à espiritual e isso reflete-se num afastamento por parte da população face à Igreja.”
O Pe. Francisco Xavier entende ainda que, o facto da Praia do Almoxarife ser uma freguesia limítrofe da cidade, e apesar de ter sido uma das que mais cresceu nos últimos anos no que diz respeito à densidade populacional, faz com que tenha muitos residentes que não se identificam com a paróquia e que, em alguns casos, continuam a ser paroquianos nas suas freguesias de origem”.