Na passada sexta-feira, dia 8 de março, assinalou-se o Dia Internacional da Mulher com um colóquio intitulado “Cidadania Ativa como Prevenção da Violência Doméstica: um Retrato da Ilha do Faial”, que decorreu na Biblioteca da Horta.
Natércia Gaspar, diretora regional da solidariedade social, começou a sua intervenção afirmando que o cidadão tem um papel ativo na sociedade e que tem o dever de “agir e denunciar”. De acordo com a diretora regional, a cidadania ativa está a “contribuir para uma mudança de mentalidades”.
Carla Mourão e Cristina Mota, técnicas da UMAR/Faial, apresentaram alguns dados desta problemática na ilha. Até ao momento, a UMAR/Faial tem 62 casos ativos, sendo 43 de violência doméstica e 19 situações em que a mulher está posta em risco.
De acordo com Sandra Diogo, comissária da PSP da Horta, os Açores são a região do país com mais incidência de violência doméstica. Todavia de 2008 para 2012, houve um decréscimo de 26,7% nas denúncias.
No final do colóquio houve uma parte destinada a debate que ficou marcada pela exposição de um caso de violência doméstica.