Na sua intervenção final do debate do Plano e Orçamento da Região para 2013, a decorrer na Assembleia Regional, Aníbal Pires salientou o que considera ser a recusa do PS em “mudar seja o que for”. O deputado do PCP lamenta que o Plano para 2013 reflita continuidade quando o que se pretende é romper com as políticas que estão a “empobrecer a Região”.
Pires acusou este Governo de falta de estratégia para vencer a crise e falta de coragem para “utilizar os mecanismos da Autonomia para proteger os açorianos” da austeridade.
À semelhança do que tinha acontecido com o PPM, também a representação parlamentar do PCP entende que existe uma “concentração de investimentos nas ilhas politicamente prioritárias para o poder socialista em prejuízo da coesão regional”.
O deputado apontou alguns investimentos que gostaria de ver plasmados no Plano, como apoios ao setor produtivo, onde enquadra o matadouro do Faial, que apesar de ter o projeto concluído não faz parte dos objetivos do Governo para 2013.
“Melhorar a formação e a empregabilidade dos trabalhadores açorianos” é outra das prioridades do PCP, que apresenta propostas nesse sentido, com destaque para a Escola de Formação de Marítimos, a instalar na Horta, e o apoio à Universidade dos Açores.
A segurança das populações é, no entanto, o ponto em que Aníbal Pires coloca o enfoque, chamando a atenção para a necessidade, entre outras coisas, de um barco ambulância para a ligação Faial/Pico e de “providências urgentes para evitar cheias e deslizamentos de terras”.