O líder parlamentar do CDS-PP foi um dos mais críticos do atual estado da Região e dos documentos provisionais trazidos pelo Executivo esta semana à Assembleia Regional. Artur Lima traçou um quadro negro dos Açores, lembrando que estamos perante o maior endividamento público e a maior dívida a fornecedores de sempre, bem como a maior taxa de desemprego, preocupante principalmente entre os jovens qualificados. Juntam-se a estes dados a maior taxa de pobreza, a maior taxa de beneficiários do RSI e os piores resultados escolares do país.
Lima acusa o Governo Regional de falta de soluções para estes problemas, acusando-o de ter apenas “um aliado”: “o Ministério das Finanças que não quer que a Troika saiba que há no país mais uma região altamente endividada”.
O deputado critica os cortes orçamentais no setor agrícola e na solidariedade social e promete do seu partido a apresentação de “um conjunto de alterações ao Plano e ao Orçamento que visam apoiar as famílias e o nosso tecido económico, desde a educação à formação superior, ao empreendedorismo, à criação de emprego, ao apoio aos mais desfavorecidos”.
O CDS-PP vai também apresentar “medidas de forte redução de despesa e medidas de transparência na contratação pública, nomeadamente limitando as remunerações dos gestores das empresas públicas regionais às dos Secretários Regionais, que os nomeiam, limitando a três o número máximo de gestores por cada conselho de administração, e, por outro, estabelecendo regras de transparência na contratação de funcionários públicos”.