Galip Gür, presidente do Clube das Mais Belas Baías do Mundo,está de visita ao Faial. O turco não poupou elogios à baía da Horta, considerando que a sua beleza está no facto de ser diferente de todas as outras baías. A história, a cultura e a natureza são, para Galip Gür, os fatores de atratividade da baía faialense, que devem ser preservados e mantidos fora do alcance do turismo de massas.
Galip Gür veio a Portugal para marcar presença numa reunião do Clube em Setúbal, mas aproveitou para conhecer a baía da Horta, visita com a qual o presidente da Câmara Municipal da Horta se congratulou. João Castro destacou a importância da entrada na Horta para o Clube das Mais Belas Baías do Mundo e chamou a atenção para a importância de reestruturar a baía faialense numa lógica de “envolvimento colectivo”. Numa conferência de imprensa que decorreu esta manhã, nos Paços do Concelho, o autarca deu exemplos de iniciativas desenvolvidas pela autarquia nesse sentido, como a criação da Associação dos Amigos da Baía ou o projeto de requalificação da frente mar. Quanto a este último, João Castro lembra que há objectivos relacionados com a presença no clube que têm de ser articulados com o projeto a implementar, nomeadamente em áreas como “a sustentabilidade e a valorização do património cultural e ambiental”.
Encantado com a baía faialense e com outras belezas da ilha, com destaque para o Vulcão dos Capelinhos, Galip Gür não tem dúvidas de que “a Horta merece ser membro do clube”. Para o turco que preside ao Clube das Mais Belas Baías do Mundo desde o dia em que a Horta o integrou, belo significa diferente e é isso que o Faial é: “o que vi aqui não verei em mais nenhum lugar do mundo”, diz. A natureza, a cultura e a história são o que fazem esta baía especial, a par da hospitalidade das pessoas. Para Galip Gür, é na manutenção destes fatores que o Faial tem de apostar.
A presença no Clube das Mais Belas Baías do Mundo pode ser, segundo o seu presidente, uma forma importante de promoção para a Horta. No entanto, a promoção é a prioridade número dois do clube. A primeira é a proteção e, nesse sentido, é para o equilíbrio entre o turismo e a natureza que Galip Gür alerta. O turco já viu outras baías do undo perderem a sua identidade única em nome do turismo de massas e, avisa, não é esse turismo que interessa ao Faial. Menos quantidade de turistas, mas com mais dinheiro para gastar. É esse, para Gür o nosso público-alvo.
O presidente entende também que o Clube pode ajudar a Horta a criar sinergias importantes com outros locais do mundo, em áreas como a investigação científica. Aconselhar a autarquia faialense no que diz respeito à requalificação da frente mar é outro dos objetivos.
O Clube das Mais Belas Baías do Mundo existe há 15 anos e conta com 39 baías de 27 países do mundo. Horta e Setúbal são as representantes portuguesas.