Após alguns meses sem atividade musical a Filarmónica Lira e Progresso Feteirense já voltou a atuar.
Depois do interregno verificado no ano passado, a filarmónica regressou ao ativo, tendo assinalado a sua presença nas comemorações da Sexta-feira Santa, integrando a procissão que percorreu um curto trajeto nas ruas da freguesia.
A próxima atuação da Lira e Progresso Feteirense está marcada para o próximo fim-de-semana durante o Império do Farrobim.
A história desta instituição começou a formar-se a 1 de Outubro de 1921, quando um grupo de feteirenses, formou uma filarmónica. Para a sua implantação, recorreu-se a todos os meios possíveis para comprar os instrumentos. Alguns emprestaram dinheiro, outros locais para ensaios, sendo que até a Igreja servia. Datam de 15 de Março de 1935, os primeiros Estatutos da Lira e Progresso Feteirense.
A Filarmónica usou, no seu início, a Igreja Paroquial para os seus ensaios. Os seus fundadores com o tempo levaram a cabo a construção de uma sede, embora pequena, no mesmo local onde hoje se encontra a actual sede.
Tem como regente o Mestre Manuel Garcia Duarte, Mestre “Boldeia” como é de todos conhecido e que aos 11 anos surgiu nas Fileiras da Filarmónica, tocando Clarinete, passando de seguida a dar o seu contributo em Sax-Alto até cumprir o serviço militar. Muito jovem, recebeu ensinamentos de piano do Professor José Jacinto Carvalho e ocupou durante vários anos o lugar de Organista da Capela local.
Neste momento cerca de duas dezenas e meia de tocadores compõem os naipes da Lira que tem abertas inscrições para a sua escola de música.