A Vice-Presidente da AMI, Leonor Nobre e a Diretora do Departamento Administrativo e Tesouraria, Alice Nobre, estiveram esta semana na Horta para reunir com os elementos do Núcleo do Faial.
À margem da visita, ao Tribuna das Ilhas, Leonor Nobre afirmou que a sua visita ao Faial surge na sequência da oficialização do núcleo faialense da AMI.
“Para nós é muito importante termos este núcleo de voluntários ativos no sentido de que a divulgação dos nossos trabalhos é fundamental para que consigamos apoios para ajudar quem mais precisa” - acrescentou a Vice-Presidente da AMI.
Com os membros do núcleo do Faial, Leonor Nobre reuniu no sentido de encontrarem estratégias para divulgar a ação da AMI, “para que a nossa ação humanitária possa continuar e crescer. As carências também existem nos Açores, apesar de não se fazerem sentir tanto como no Continente porque há uma maior envolvência humanitária entre a população, no entanto, neste momento de crise, em todos os locais de Portugal e do Mundo as coisas não estão bem, pelo que temos todos que nos envolver, alertar consciências e fazer o impossível para que haja uma maior envolvência da sociedade civil em todos os problemas que nos afetam”.
Sobre a situação da AMI no Faial, Leonor Nobre afirmou a este semanário que “é certo que, pelo que me foi transmitido, ainda existem muitas famílias com carências alimentares e médicas. Temos já uma médica no nosso núcleo que está atenta a essa problemática”.
Um dos anseios do Núcleo da Ilha Azul está relacionado com a falta de instalações. O facto de não terem uma sede física torna mais complicado os trabalhos do grupo e a interação com a sociedade.
Sobre esta questão Leonor Nobre disse-nos que “este é claramente um problema porque, por mais boa vontade que as pessoas tenham é quase impossível conseguir trabalhar e envolver outros voluntários se não tiverem um espaço físico onde se possam encontrar, discutir ideias, receber pessoas que precisem de ajuda especial. Também é verdade que noutros locais onde a AMI abriu núcleos que começaram, em muitos casos, na casa das pessoas como está a acontecer aqui, mas, rapidamente as entidades oficiais se envolveram e conseguiram-se espaços. Isso é imprescíndivel até para se conseguir um maior dinamismo por parte dos voluntários.”
Recorde-se que o Núcleo da AMI na Horta foi oficializado no passado dia 10 de dezembro, numa cerimónia que contou com a presença do fundador da AMI, Fernando Nobre.
O núcleo da AMI na Horta é dirigido por Renée Amaral e por mais cinco elementos. A primeira iniciativa deste núcleo foi uma operação de prendas de Natal e, é sua pretensão atuar nos quatro pilares da fundação a vertente internacional humanitária, a vertente social, a vertente ambiental e a vertente da sensibilização.
A AMI este ano comemora 30 anos. Foi fundada por Fernando Nobre, a 5 de dezembro de 1984, assumindo-se como uma organização humanitária inovadora em Portugal, destinada a intervir rapidamente em situações de crise e emergência e a combater o subdesenvolvimento, a fome, a pobreza, a exclusão social e as sequelas de guerra em qualquer parte do Mundo.