Maurício e Cristina Souto, 31 e 28 anos, casados desde 2005. Vera e Carlos Escobar, 27 e 35 anos, casados desde 2009. Nuno e Vânia Fialho, 30 e 27 anos, casados desde 2006. Mónica e Vasco Medeiros, ambos de 28 anos, casados desde 2007. Amigos há vários anos, estes quatro casais tiveram Carlos Pinheiro a fotografar-lhes os casamentos. No dia 7 de julho de 2013 juntaram mais um momento inesquecível às suas vidas, novamente retratados pela objetiva do fotógrafo: rumaram à ponta do Pico com os vestidos de noiva nas mochilas e fizeram o primeiro “trash the dress” no ponto mais alto de Portugal. O resultado foi um conjunto de fotografias únicas e originais que tem feito sucesso no Facebook. Ao Tribuna das Ilhas, modelos e fotógrafo contaram os pormenores da aventura.

A ideia de fazer um “trash the dress” na ponta do Pico partiu de Carlos Escobar, que contagiou imediatamente o amigo de longa data, fotógrafo e adepto de desafios, Carlos Pinheiro: “estávamos a ver uns álbuns e a ideia de fazer um ‘trash the dress’ veio à baila. Mas queríamos fazer algo diferente, mais além. Já tínhamos subido o Pico juntos uma vez, era eu ainda solteiro, e lembrámo-nos que seria único fazer o ‘trash the dress’ no topo da montanha. A ideia inicial era passar lá à noite, fazer fotos ao anoitecer e ao nascer do sol, mas isso implicava carregar mais ‘tralha’ para subir”, conta.
“Sempre quisemos voltar a dar uso aos vestidos. Foram muito caros e ficaram para lá, muito lindos, no armário… Até pensámos usá-los uma vez no Carnaval, todos juntos. Quando esta ideia surgiu fiquei toda entusiasmada”, conta Cristina.
Chegado o dia, com a bênção da meteorologia, rumaram ao Pico. Os maridos, verdadeiros cavalheiros, carregaram o material, com destaque para os quatro vestidos de noiva, peça chave para este projeto, que contou com o apoio das empresas Casa d’Ávilas e Terauto, que cederam carros ao grupo para que este se deslocasse no Pico.
Do grupo, apenas Mónica e Vânia nunca tinham subido a montanha. Esta última confessa que nem sempre esteve certa de conseguir: “quando cheguei à cratera e vi o piquinho disse logo ao Carlos que não subia ali. Mas ele disse que eu subia em segurança e lá fui”, conta.

No topo do Pico, as esposas tiveram de fazer algo que, confessam, nunca tinham imaginado antes desta aventura começar: vestir o vestido de noiva no ponto mais alto do país. “Estava quente, havia muitos mosquitos… Quando lá chegámos não estava mais ninguém, trocámos de roupa rapidamente. Depois apareceram uns franceses que ajudaram à festa”, conta Cristina.
Os turistas não perderam tempo e filmaram e fotografaram, verdadeiros “penetras” nesta recriação de festa de casamento bastante invulgar onde não faltou o champanhe, que chegou até para os convidados inesperados.
O resultado foi um conjunto de fotografias onde sobressaem em equilíbrio uma paisagem fabulosa e protagonistas cuja cumplicidade e alegria passam através da objetiva e da visão do fotógrafo e contagiam quem observa as imagens.
Carlos Pinheiro fotografa há mais de 10 anos e já perdeu a conta ao número de noivos que, como diz em tom de brincadeira, “casou”. Adepto da aventura e dos desportos radicais, também não se lembra do número de vezes em que subiu o Pico. Mas o dia em que subiu o Pico com oito amigos para fazer o segundo “trash de dress” da sua carreira de fotógrafo, foi inesquecível: “é um feito juntar esta gente toda na ponta do Pico para fazer uma coisa destas. Assim que o Carlos teve a ideia eu fiquei apaixonado por ela e voluntariei-me logo”, conta o fotógrafo, para quem a qualidade do resultado se deve, principalmente à espontaneidade com que a sessão foi acontecendo.

Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 26.07.2013 ou subscreva a assinatura digital do seu semanário