Foi apresentada ontem a lista da coligação PSD/CDS/PPM à Câmara Municipal da Horta (CMH).
Sem surpresas, junta-se a Luís Garcia, como número dois da lista, Laurénio Tavares, que termina este ano o seu terceiro mandato na presidência da Junta de Freguesia da Matriz. Seguem-se Suzete Amaro, Rui Martins, Ana Luísa Machado Dias, Lubélia Neves Azevedo, Hugo Parente, Esmeralda Escobar, Rui Caldeira, Leónia Melo, Danny Alberto, Conceição Gomes, Anne Marie Mendes, Sérgio Gomes, Helena Sobreiro de Azevedo e Herlander Pacheco.
Com uma média de idades de 42 anos, sete independentes e nove candidatos com filiação partidária, a lista caracteriza-se, segundo Luís Garcia, pela abrangência e disponibilidade.
Para o candidato, 24 anos de gestão socialista na CMH “é tempo demais”. Garcia entende que essa gestão “perdeu capacidade de inovar” e careceu de ambição a estratégia de desenvolvimento: “não houve nem há linha de rumo”, considerou, apontando exemplos como “o sempre adiado saneamento básico, o abandonado mercado municipal, a desertificação e degradação da baixa citadina, o não aproveitamento do potencial da nossa marginal, aos problemas de trânsito e estacionamento e até aos planos de ordenamento desatualizados e inibidores do nosso desenvolvimento”.
Lembrando que estas eleições não servem para avaliar a ação dos governos da Região e da República, mas sim a gestão autárquica, Luís Garcia pediu aos faialenses “cartão vermelho” para o poder socialista no município.
Como alternativa, o candidato propõe suprir algumas das lacunas em termos de investimento mas, principalmente, “abrir uma nova e diferente fase no poder local”: “queremos ser agentes ativos do desenvolvimento económico e de criação de emprego no nosso concelho”, considera, destacando o incentivo ao setor privado como prioridade.
Em tempos de crise, os apoios sociais são, para Garcia, importantes: “pode ficar algum investimento por fazer mas não pode existir ninguém a passar fome no Faial”, entende, defendendo que a CMH deve ter um papel de articulação entre as entidades públicas e privadas envolvidas nas respostas sociais no concelho.
A aposta na qualificação dos faialenses, a revitalização da baixa citadina e do mercado municipal e a criação de “uma marginal digna de uma cidade cosmopolita a turística” são algumas das linhas de ação da coligação, que lembra aos faialenses que “quem é responsável pela doença não pode curar”.