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29
novembro

PSD considera que cultura nos Açores “gasta muito e anda pouco”

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Publicado em Regional

O PSD/Açores considerou ontem, no parlamento açoriano, que a política cultural do Governo Regional "gasta muito e anda pouco". O deputado José Andrade criticou a “cultura política de gastar mais do que previsto e de não cumprir os prazos estabelecidos”, exemplificando com três “obras polémicas” nas três maiores cidades da Região.

Na Ribeira Grande, o Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas “foi anunciado para 2010 mas só em maio de 2011 é que foi adjudicado”, referiu o deputado social-democrata. “Custava 12 milhões de euros e terminaria no primeiro semestre de 2013”, acrescentou, para concluir que “afinal não só ainda não está concluído como já sofreu uma derrapagem financeira de quase meio milhão de euros”.

Em Angra do Heroísmo, a nova Biblioteca Pública e Arquivo Regional foi anunciada em 1997 “mas só foi iniciada em 2009, com 12 anos de atraso”, prosseguiu José Andrade. “Começou com um orçamento de 13 milhões de euros mas já registou cinco derrapagens financeiras, incluindo trabalhos a mais de quase dois milhões de euros”, acrescentou, “e como se não bastasse, a obra está estagnada, inacabada e degradada há mais de um ano”.

Em Ponta Delgada, o núcleo sede do Museu Carlos Machado no Convento de Santo André “está encerrado ao público há mais de 2.500 dias para obras que, afinal, nem sequer se vão realizar”, denunciou ainda o deputado do PSD/Açores. “Pelo caminho, foram pagos prémios de 100.000 euros aos cinco concorrentes e o último projeto foi adjudicado por 400.000 euros para coisa nenhuma”, prosseguiu José Andrade, concluindo que “o governo está agora a gastar mais de 50.000 euros para remediar a degradação do edifício que resulta simplesmente do facto do governo o ter fechado há mais de sete anos”.

 

 

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