As medidas previstas pelo Executivo para 2014 vão permitir que as famílias e as empresas açorianas disponham de apoios e benefícios de mais de 230 milhões de euros do que se vivessem na Madeira ou no continente.
Na intervenção de encerramento do debate do Plano e Orçamento para 2014, o Presidente do Governo dos Açores apontou o exemplo do Complemento Regional de Pensão, que abrange mais de 30 mil idosos, do Complemento Açoriano do Abono de Família, que apoia mais de 37 mil crianças, e do Apoio à Aquisição de Medicamentos, que beneficia mais de 2 mil idosos Açorianos.
“Esse significado político é tão mais patente e notório quanto o facto dessas medidas serem mantidas e reforçadas ao mesmo tempo que, no resto do País, se segue uma orientação política oposta, caracterizada pelo roubo de pensões aos pensionistas e reformados, pelo ataque aos funcionários públicos, pelo virar as costas às crianças e aos jovens”, salientou Vasco Cordeiro.
Por outro lado, destacou que os efeitos das medidas que constam da Agenda Açoriana para a Criação de Emprego e Competitividade Empresarial vão, sobretudo, para além deste ano de 2013.
“Há medidas que ainda agora estão a começar a produzir efeitos, da mesma forma que há também medidas que, de acordo com a sua calendarização, serão implementadas no futuro próximo para, a partir daí, ajudarem a nossa economia e a nossa Região”, frisou o Presidente do Governo, para quem a conclusão que resulta de dados estatísticos recentemente vindos a público é que a economia açoriana, nos últimos dois trimestres deste ano, foi capaz de criar emprego para cerca de 2.500 Açorianos.
Apesar disso, segundo referiu, a entrada no mercado de trabalho, apenas no último trimestre, de cerca de 3.200 pedidos de emprego, leva à constatação de que o ritmo de criação de empregos não foi o necessário para absorver e suplantar os pedidos, entretanto, surgidos.
Na intervenção final do debate parlamentar, Vasco Cordeiro lamentou, por outro lado, que alguns partidos da Oposição, nomeadamente o PSD, alimentassem durante estes dias uma estratégia que assentou na referência a estes números.
“Apenas consideramos que daquele que se diz o maior partido da oposição espera-se, ou dito de forma mais rigorosa, as Açorianas e os Açorianos esperam mais e, sobretudo, esperam melhor”, realçou Vasco Cordeiro, que lamentou a falta de propostas do maior partido da oposição.
“Esse PSD, que parece acusar o Governo dos Açores de ser a raiz de todos os males, num Plano para 2014 que tem mais de 400 ações, apenas apresentou quatro propostas de alteração ao Plano e, nem uma delas, tem, directamente, a ver com o Emprego”, afirmou Vasco Cordeiro.