O átrio do edifício da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores conheceu, na manhã desta sexta-feira, uma azáfama bem diferente do habitual. Normalmente percorrido pelos passos apressados dos funcionários e dos deputados regionais, encheu-se desta feita do frenesim comum dos pequenos passos das crianças que não conseguem estar quietas durante muito tempo.
A nobreza da causa justificou esta “ocupação” do átrio da casa da Autonomia: dezenas de alunos da Escola Básica e Integrada da Horta foram convidados para montar naquele espaço uma árvore de Natal Solidária, feita com ornamentos construídos por eles próprios. A árvore poderá ser visitada por todos, entre os dias 8 e 31 de dezembro, das 10h00 às 22h00. Quem a quiser ir ver não deve, no entanto, ir de mãos a abanar: o objetivo é que os visitantes deixem alimentos não perecíveis, roupa, calçado, entre outras coisas, que serão depois distribuídas pelas famílias carenciadas da ilha.
De acordo com a presidente da Assembleia Regional, “O objetivo desta árvore integra-se no projeto Parlamento Presente, na sua vertente de solidariedade”. Ana Luís lembra que a Assembleia conta com a Câmara do Comércio e Indústria da Horta como parceira, já que a instituição está também a promover junto do comércio tradicional uma recolha de alimentos para o mesmo fim. “Esperamos que seja uma árvore muito bonita e que recolha muitos alimentos”, desejou.

Para além da decoração da árvore, estas crianças escreveram frases sobre o Natal que serão agora postas a votação. “O autor da melhor frase ganha um cabaz de Natal e ‘Um dia na Assembleia’, em que se pretende dar um testemunho da vida política e revelar alguns dos seus aspetos menos divulgados”, como explicou a Casa da Autonomia em nota enviada às redacções.
Ana Luís destaca a importância desta iniciativa para a formação dos mais novos: “queremos fazer com que estas crianças e jovens comecem a pensar o Natal não só pelas prendas que recebem mas também pelo espírito de solidariedade e voluntariado, percebendo que com pequenos gestos é possível fazer a diferença”.