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10
dezembro

Assembleia Regional – Oposição culpa Governo Regional pelo aumento do desemprego nos Açores

Escrito por  Susana Garcia
Publicado em Local
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A declaração política apresentada pela representação parlamentar do PCP sobre o aumento do desemprego nos Açores, no final da manhã de hoje, primeiro dia da sessão plenária de dezembro, chamou a atenção para o aumento do desemprego nos Açores. Aníbal Pires culpa o Governo Regional, acusando-o de, ao longo dos últimos anos, não ter investido na economia regional. “Foram as opções dos sucessivos governos regionais que fizeram com que os milhares de milhões de euros investidos nas últimas décadas não tivessem servido para tornar a nossa economia menos frágil, menos dependente e menos volúvel às flutuações dos mercados externos”, entende.

Para o deputado do PCP as políticas socialistas não souberam, entre outras coisas, consolidar o setor produtivo. Também na construção civil as políticas seguidas foram, para Pires, erradas: “os governos regionais contribuíram para criar um desmesurado setor da construção civil, envolvendo milhares de trabalhadores, com baixas qualificações. Agora, que é preciso abrandar o ritmo de obras e inaugurações que caracterizou épocas recentes, não há qualquer resposta para estes trabalhadores”. 

Para o líder do PCP, “as dificuldades que vivemos não são uma inevitabilidade, são o resultado de uma política que é, nos seus aspetos essenciais, partilhada por PS, PSD e CDS”, referiu, dizendo que, tanto na região como no país, é preciso uma “mudança profunda das políticas”. 

Graça Silva, deputada do PS, veio em defesa do Governo Regional, entendendo que este, atempadamente, decidiu sobre políticas de emprego e de ajuda aos açorianos, como a reposição do subsídio de férias aos funcionários públicos, o aumento da remuneração complementar, ou a criação de programas como o “Recuperar”, que veio permitir que muitos desempregados tenham uma ocupação remunerada.

Joaquim Machado, do PSD, defendeu que este assunto deve mobilizar a união de todos de forma a arranjar soluções práticas que sirvam para a resolução do problema: “21 545 desempregados não pode deixar ninguém indiferente”, referiu, afirmando que este é “um número que deve envergonhar a Autonomia, e quem tem a obrigação de governar esta Região”. Para o deputado da bancada social-democrata, “estes números são o resultado do primeiro ano de governação deste Executivo de Vasco Cordeiro”. Apesar de reconhecer o mérito de algumas das medidas criadas para  o emprego pelo Governo Regional, salienta que o número demonstra que não são o suficiente.

Em resposta, o vice-presidente do Governo dos Açores, que tutela esta área de governação, defendeu que, para o Executivo, “os açorianos desempregados não são números, são pessoas que merecem uma resposta eficaz e clara”. Sérgio Ávila, disse que o Governo tem nos desempregados a sua maior preocupação e na promoção do emprego a sua maior prioridade.

 Neste sentido, apelou à união de “todos os esforços e todas as propostas para dar resposta a este desafio”, convocando para o efeito “todos os açorianos e todas as instituições”, acrescentando que “quem, nesta matéria, apenas tenta dividir, terá como nossa resposta o silêncio”, mas “quem pretender unir, terá como nossa resposta a colaboração franca e positiva”.

O líder parlamentar do CDS-PP lembrou a Sérgio Ávila que não é só o Governo Regional que está preocupado com o desemprego. Artur Lima defende que todos os partidos e debrucem sobre este assunto para perceber o que se passa e encontrem medidas para a resolução do problema, porque no seu entender os açorianos merecem respostas humanizadas.

Opinião semelhante tem o deputado do PPM. Paulo Estevão criticou Aníbal Pires por, na sua intervenção, não apresentar propostas alternativas, que ajudem a resolver o problema. No entanto o deputado do Corvo partilhou das acusações feitas pelo colega do PCP ao Governo, entendendo que a fragilidade da economia açoriana se deve à governação socialista.

 
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