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19
fevereiro

Salgueirinha reabre com nova gerência

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Publicado em Local

O restaurante Salgueirinha, na Feteira, volta a abrir portas no próximo fim-de-semana, com nova gerência. Os novos responsáveis são quatro sócios vindos do continente que querem marcar a diferença na restauração faialense. Um deles é Luís Moisão, que veio ao Faial de férias e se apaixonou pela ilha. A partir daí, convenceu os restantes a juntarem-se a ele neste projeto que começa agora a ganhar forma. Um serviço de qualidade com produtos regionais é o que o novo Salgueirinha quer oferecer, não apenas aos turistas mas, principalmente, à população da ilha.

Alentejano de berço, o cozinheiro Luís Moisão trabalhou sempre em Lisboa. Numa visita de férias ao Faial apaixonou-se pela ilha e decidiu abrir um restaurante. A ele juntaram-se nesta aventura mais três pessoas, que há cerca de um ano trabalham neste projeto. No próximo dia 22 de fevereiro, ele torna-se realidade, com a abertura do Salgueirinha.

O objetivo, explica Luís, é fazer deste restaurante “algo de que os faialenses se possam orgulhar”. Os produtos regionais, principalmente o peixe, têm prioridade e constituem 80% da matéria-prima utilizada. A par disto, um serviço de mesa especializado e profissional, um empratamento cuidado, a aposta em louça, cutelaria e copos de qualidade e, principalmente, a garantia de boa comida: “não vamos inventar pratos, mas vamos dar o nosso toque a pratos como o bacalhau com batata a murro, o polvo à lagareiro, o peixe no forno, o arroz de polvo… Não utilizamos caldos nem produtos instantâneos. É tudo feito na nossa cozinha, por isso temos um grande período de laboração até à hora de abertura”, explica.

Com o momento da abertura cada vez mais próximo, para trás ficam os muitos contratempos que foi preciso enfrentar. O primeiro, encontrar um espaço que se adequasse às exigências dos sócios, principalmente a nível da cozinha. O Salgueirinha ia ao encontro das necessidades, por isso, como explica Luís, foi com satisfação que conseguiram alugar o restaurante, mantendo o nome até porque, considera, era uma boa referência da restauração na ilha. A este juntou-se o excesso de burocracia que foi preciso enfrentar, bem como a necessidade de trazer para o Faial uma série de equipamentos vindos do estrangeiro.

Consciente de que a época alta é uma altura importante do negócio, o cozinheiro frisa, no entanto, que o foco deste restaurante não é o verão: “não queremos fazer um restaurante para o turismo. É fundamental que haja restaurantes para dar apoio ao turismo mas o mais importante é haver bons restaurantes para os faialenses. Algumas pessoas dizem-me que sou maluco, que aqui há poucas pessoas e não há dinheiro mas queremos ser um restaurante muito bom, onde os faialenses se orgulhem de trazer os amigos, por exemplo”, explica. 

Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 14.02.2014 ou subscreva a assinatura digital do seu semanário

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